Islã no Brasil
Mesquitas e entidades islâmicas do Brasil
O Islã organizado no Brasil é uma rede de mesquitas, sociedades beneficentes e entidades de representação nacional — Mesquita Brasil, Fambras, CDIAL, UNI — que coexistem sem hierarquia única entre si. Pesquisa direta resolve a divergência de datas da Mesquita Brasil e corrige o nome da União Nacional das Entidades Islâmicas. O texto também distingue três marcas de certificação halal e mapeia sunismo e xiismo entidade por entidade.
O Islã organizado no Brasil não tem uma hierarquia única: é uma rede de mesquitas, sociedades beneficentes e entidades de representação nacional que coexistem sem subordinação declarada entre si1. As principais entidades de alcance nacional são a Sociedade Beneficente Muçulmana (SBM), mantenedora da Mesquita Brasil, em São Paulo, fundada em 1927 e refundada sob esse nome em 192913; a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), de 197910; o Centro de Divulgação do Islam para a América Latina (CDIAL), fundado em 19871112; e a União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI), de 2005456. A elas se somam mesquitas regionais organizadas à parte — em Curitiba, no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu — e duas certificadoras de alimento halal ligadas a essas entidades, tratadas mais abaixo. Cada uma dessas organizações se apresenta, separadamente, como referência nacional, sem que as fontes que reunimos mostrem coordenação declarada entre elas1610.
A Mesquita Brasil: dois eventos por trás de uma só data
A divergência de datas da Mesquita Brasil, registrada sem solução no artigo anterior deste pilar sobre a imigração sírio-libanesa, tem explicação: são dois eventos históricos distintos, não uma data mal apurada1. Em 1927, um grupo de cerca de vinte imigrantes, majoritariamente palestinos, fundou em São Paulo a Sociedade Beneficente Muçulmana Palestina13. Em 1929, a entidade foi refundada como Sociedade Beneficente Muçulmana (SBM), para incorporar o crescente número de imigrantes sírio-libaneses, e inaugurou uma primeira mesquita pequena — cerca de 50 m² — na Rua da Mooca, não no endereço atual da mesquita12. O artigo anterior sobre a imigração sírio-libanesa localizava a Mesquita Brasil "no Brás" — dado que não confirmamos: a primeira mesquita pequena ficava na Rua da Mooca, e o prédio atual está no Cambuci, na Avenida do Estado; o Brás é bairro de outra mesquita, a do Muhamad Raçulullah, xiita, tratada mais abaixo12.
O prédio atual e maior, na Avenida do Estado, com os dois minaretes que hoje simbolizam a presença muçulmana em São Paulo, é uma construção posterior à fundação de 1929. O artigo de Henry Nakashima (2012), publicado pela PUC-SP, que lemos na íntegra, registra que "até 1956 não havia... uma mesquita grande e com características de mesquita", citando entrevista com o tradutor Samir El Hayek, e atribui à chegada do primeiro xeque, naquele ano, o impulso para construir a mesquita "propriamente dita" no terreno da Avenida do Estado2. A Agência de Notícias Brasil-Árabe (ANBA), que lemos na íntegra — e não apenas por resultado de busca, como registramos no artigo anterior —, aponta uma data próxima, mas não idêntica: "em 1955, depois de 13 anos do início das obras, a mesquita foi inaugurada – foi a primeira da América Latina", ou seja, com obras iniciadas em 19423. Não decidimos entre 1955 (ANBA) e 1956 (Pinto, USP) para a conclusão do prédio atual — a diferença de um ano entre essas duas fontes acadêmicas e jornalísticas sólidas pode ser real ou arredondamento de memória, e é uma discrepância bem menor do que a que o artigo anterior registrava123. O que resolvemos aqui é a causa da confusão maior: 1929 é a data certa para a fundação da entidade sob o nome atual e para a primeira mesquita pequena da Rua da Mooca; 1955 ou 1956 é a data certa para o prédio maior e atual, na Avenida do Estado. As datas "1940" e "1960", que circulavam sem fonte rastreável no artigo anterior sobre a imigração sírio-libanesa, não encontramos, nesta pesquisa, fonte específica que as sustente como data de qualquer evento concreto da história da mesquita — não as usamos aqui123.
Outras mesquitas, outras correntes: Brás, Curitiba, Rio de Janeiro
Apesar do nome parecido e da proximidade geográfica, Mesquita Brasil e Mesquita do Brás não são a mesma coisa: são prédios diferentes, de correntes diferentes, em bairros diferentes de São Paulo — Cambuci/Avenida do Estado e Brás/Rua Elisa Whitaker, respectivamente1. A distinção sunita/xiita organiza fisicamente o mapa institucional muçulmano brasileiro em pelo menos três cidades. Em São Paulo, a Mesquita Brasil (sunita) e a Mesquita do Brás — também chamada Mesquita Muhamad Raçulullah — coexistem como polos distintos: a primeira ligada ao internacionalismo sunita, com xeques formados na Al-Azhar (Cairo ou Beirute) ou na Universidade Islâmica de Medina; a segunda, à diáspora libanesa xiita, com xeque formado em Qom, no Irã, e financiamento declarado da República Islâmica do Irã, que doou o mihrab (nicho que indica a direção da oração), os tapetes e as inscrições do templo1. Não localizamos, nesta pesquisa, a data de fundação do prédio da Mesquita do Brás. O que sustentamos é o que a fonte confirma: é o centro religioso da comunidade xiita de São Paulo, com cerca de 20 mil membros segundo estimativa do próprio xeque local em 2005 — dado datado, não uma contagem atual —, dos quais cerca de 3.000 formalmente filiados1.
Em Curitiba, uma única mesquita — a Imam Ali Ibn Abu Talib, construída em 1977 — serve as duas comunidades, sunita e xiita, sobre uma organização social anterior, a Sociedade Muçulmana, criada como clube social e beneficente desde a década de 19501. A liderança passou a ser xiita em 1986, quando o xeque foi escolhido com financiamento do regime iraniano, numa disputa com a Arábia Saudita pelo controle do Islã internacional que tensionou a comunidade durante a Guerra Irã-Iraque; segundo o xeque entrevistado por Pinto (2005), o esforço posterior foi construir uma identidade muçulmana "supra-sectária", depois de um período de conflito agudo entre as duas correntes1.
No Rio de Janeiro, a única mesquita em funcionamento em 2005 era a Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro (SBMRJ), numa sala de oração em prédio comercial na Lapa; havia uma segunda mesquita, em Jacarepaguá, fechada por disputa entre liderança e construtor1. Não localizamos, nesta pesquisa, a data de fundação da SBMRJ. O que sustentamos é o que a fonte confirma: é uma comunidade sunita de tradição salafiyya, que vê outras correntes — sufismo, culto a santos, xiismo — como bid'ah (inovação ou desvio da tradição) do Islã, segundo a mesma pesquisa de campo1. Cerca de 5.000 membros estavam formalmente afiliados em 2005, dos quais só 40% de origem árabe — a maioria, convertidos brasileiros e africanos, dado também datado1.
Foz do Iguaçu, mencionada de passagem
Em Foz do Iguaçu, a Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, mantida pelo Centro Cultural Beneficente Islâmico (CCBI, criado em 1981), é sunita — a comunidade libanesa xiita da cidade se organiza à parte, pela Sociedade Beneficiente Islâmica, como já registrado no artigo sobre a imigração sírio-libanesa8915. A pedra fundamental da mesquita foi lançada em 20 de março de 1983, e a obra — com a maior cúpula de concreto de vão livre da América Latina, capacidade para 580 pessoas — só foi concluída em 1987789. O desenvolvimento da comunidade xiita local, do comércio da Tríplice Fronteira e do papel turístico da mesquita fica para o artigo dedicado a Foz do Iguaçu, ainda não publicado.
Fambras: o que a federação faz, além de estimar população
O artigo anterior deste pilar já apresentou a Fambras como uma das três fontes de estimativa demográfica sobre o Islã no Brasil, com o método explicado — número de entidades registradas multiplicado pela estimativa de famílias frequentadoras10. Não repetimos essa metodologia aqui. Fundada em 1979 por Hajj Hussein Mohamed El Zoghbi, a federação reúne associações islâmicas de diferentes regiões do país, com sedes em São Paulo e Brasília e um escritório regional em Dubai desde 201910. Mantém um braço de certificação halal — fundado em 1994 como CIBAL Halal e hoje operando sob a marca Fambras Halal, tratado em detalhe mais abaixo1014. Desenvolve ação social e humanitária, com distribuição de alimentos, assistência médica e bolsas de estudo, além do projeto "Conheça o Islã", de distribuição gratuita de livros, e do programa "Islã Solidário", criado em 200910. Também participa de diálogo inter-religioso, incluindo um seminário internacional com o Conselho Mundial de Comunidades Muçulmanas — evento relatado pelo canal de notícias da própria entidade, sem confirmação externa independente que localizamos nesta pesquisa16.
UNI, não UNEI: o nome certo de uma entidade de 2005
A entidade nacional de coordenação a que o planejamento editorial deste site se refere como "UNEI" tem outro nome: União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI), sem o "E" extra46. Confirmamos essa grafia em duas fontes independentes que a usam explicitamente no texto corrido — a Assembleia Legislativa de São Paulo (fonte primária estatal, lida na íntegra nesta pesquisa) e o Monitor do Oriente, em entrevista com o vice-presidente da entidade46. Uma nota do Ministério da Justiça e Segurança Pública menciona uma entidade de nome parecido, "União Islâmica no Brasil" — provavelmente a mesma UNI, mas o acesso ao conteúdo dessa nota, nesta pesquisa, ficou bloqueado, e por isso não confirmamos a grafia exata nem a identidade5. Registramos aqui a correção: onde docs/PLANO.md usa "UNEI", o nome correto é UNI — não é nosso papel alterar aquele documento, mas é nosso papel não repetir o erro no texto publicado. A UNI foi fundada em 2005, com sede no Brás, em São Paulo, e reúne entre 30 e 40 instituições islâmicas do país em torno de pautas comuns perante o Estado — leis, políticas públicas, a Constituição46. Presta também assistência a imigrantes muçulmanos de países como Síria, Palestina, Iraque, Líbia e Egito, com serviços sociais abertos a muçulmanos e não muçulmanos: clínicas, apoio à documentação, distribuição de alimentos e roupas6. Em 2010, a Assembleia Legislativa de São Paulo instituiu por lei estadual o Dia do Islamismo — nome oficial da lei, que emprega "islamismo" no sentido de religião, e não na acepção de ideologia política adotada neste site —, celebrado em 12 de maio, numa solenidade que citou por nome o então presidente da entidade, Abdul Nasser El Rafei4. O Ministério da Justiça e Segurança Pública recebeu formalmente o presidente dessa entidade de nome parecido, segundo o título da mesma nota oficial citada acima; o acesso ao conteúdo, nesta pesquisa, retornou "conteúdo restrito", e por isso confirmamos apenas a existência do encontro, não a identidade exata de quem foi recebido nem os detalhes tratados nele5.
Pluralismo sem hierarquia: duas entidades nacionais que não se citam
Nenhuma fonte que reunimos mostra hierarquia declarada entre Fambras, CDIAL, UNI e as mesquitas locais. O quadro que emerge é de pluralismo institucional, com ambições de representação nacional sobrepostas, não de federação única1. A própria Mesquita Brasil/SBM funciona como símbolo — o antropólogo Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto (UFF) a chama de "mesquita catedral" —, mas coexiste, sem subordiná-las, com "outras instituições com ambições de centralização em relação à vida religiosa da comunidade muçulmana", citando nominalmente o CDIAL como exemplo1.
A Fambras (1979) se apresenta, na própria história institucional, como resultado de uma reunião de "diversas associações islâmicas de grande porte" em Brasília10. A UNI (2005), fundada 26 anos depois, se apresenta em linguagem quase idêntica — como entidade que busca "unificar a voz" da comunidade islâmica perante o governo, as leis e a Constituição6. Não localizamos, nesta pesquisa, nenhuma fonte institucional ou jornalística que mencione uma organização pelo nome da outra ao descrever essa ambição de unificação, nem qualquer declaração de aliança, disputa, fusão ou hierarquia formal entre as duas1610. Registramos essa coexistência como um achado, não como uma lacuna a preencher com suposição: é possível que a relação exista e não tenha aparecido nas fontes que reunimos. Mesmo a UNI, que reúne entre 30 e 40 instituições, não afirma representar a totalidade da comunidade muçulmana brasileira — afirma "unificar a voz" das instituições que a integram, o mesmo cuidado que se teria ao descrever uma confederação de igrejas evangélicas ou uma federação de comunidades judaicas: cada organização religiosa representa quem a procura e apoia, não a totalidade de quem professa a mesma fé6.
Há, ao menos, continuidade de pessoas entre as entidades: o fundador do CDIAL, Ahmad Ali Saifi, dirigiu antes a própria SBM/Mesquita Brasil, antes de fundar sua organização independente em 19871112. O ponto mais concreto de coordenação que localizamos com fonte primária não está entre as próprias entidades islâmicas, e sim perante o Estado brasileiro: tanto a Fambras (por meio da ANBA e da certificação halal) quanto a UNI (por meio da Assembleia Legislativa de São Paulo, e possivelmente do Ministério da Justiça — a mesma ressalva de identidade registrada na seção anterior) aparecem em registros oficiais como interlocutoras reconhecidas do poder público, em momentos e por vias distintas4510. Nenhuma das entidades mapeadas aqui pretende, nas fontes que lemos, substituir a Constituição ou a lei brasileira: Fambras e UNI se descrevem como interlocutoras do Estado dentro da legislação vigente, não como paralelas a ela610.
CDIAL, CDIAL Halal e Fambras Halal: três marcas, não uma
Um erro comum em textos apressados é tratar CDIAL, CDIAL Halal e a certificação halal da Fambras como sinônimos, ou tratar toda certificação halal brasileira como uma única entidade — são três organizações distintas10111214. O CDIAL (Centro de Divulgação do Islam para a América Latina) é uma fundação islâmica cultural e beneficente, fundada em 1987 por Ahmad Ali Saifi — que já atuava desde 1965 e dirigiu a Sociedade Abu Bakr Al Sidik em 1978, antes da fundação formal —, com sede em São Bernardo do Campo (SP)1112. Faz divulgação do Islã, apoia a construção de mesquitas, ensina árabe e memorização do Alcorão, distribui material religioso em português, espanhol e árabe, e controla, segundo Pinto (2005), a distribuição de bolsas para a Universidade Islâmica de Medina e para a peregrinação a Meca11112. A CDIAL Halal é a certificadora ligada a essa fundação: atua há quase 40 anos, diz ter sido a primeira da América Latina credenciada pelo GAC e pela EIAC e a ter certificação ISO 9001; expandiu do abate ritual (1980) para múltiplas categorias de produto (2011) e diz atuar em mais de 150 países11. Já a Fambras Halal é outra marca inteiramente distinta, ligada à Fambras, não ao CDIAL: nasceu em 1994 como CIBAL Halal e hoje opera sob o nome atual1014.
Nenhuma das duas certificadoras publica, nas páginas institucionais que consultamos, um número fechado de empresas ou de toneladas certificadas que pudéssemos verificar de forma independente — ambas falam em "mais de 150 países" ou em ser "uma das maiores certificadoras de aves halal do mundo", sem cifra auditável1114. Não construímos aqui uma escala exata da certificação halal brasileira: a escala é grande, mas não a quantificamos nesta pesquisa. O próximo artigo do Bloco D — sobre o Brasil como maior exportador de carne halal — deve aprofundar esse número com pesquisa dedicada.
Leia antes
- A imigração sírio-libanesa: por que a maioria era cristã (
/artigos/imigracao-sirio-libanesa) — estabelece o marco de 1929 da SBM/Mesquita Brasil e a mesquita sunita de Foz (1983), que aprofundamos aqui e, no caso da Mesquita Brasil, corrigimos a atribuição de bairro. - Quantos muçulmanos há no Brasil: o que cada número realmente mede (
/artigos/numeros-reais-muculmanos-brasil) — já apresenta a Fambras como fonte de estimativa demográfica; aqui desenvolvemos o que a entidade faz institucionalmente, sem repetir a metodologia.
Leia depois
- Foz do Iguaçu e a Tríplice Fronteira (a publicar) — desenvolve a Sociedade Beneficiente Islâmica xiita local e o papel turístico da Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, apenas mencionados aqui.
- O Brasil como maior exportador de carne halal (a publicar) — quantifica a escala real de certificação da CDIAL Halal e da Fambras Halal, que não fechamos aqui.
Fontes
Fontes
Pinto, Paulo Gabriel Hilu da Rocha. "Ritual, etnicidade e identidade religiosa nas comunidades muçulmanas no Brasil." Revista USP, São Paulo, n. 67, p. 228-250, set./nov. 2005. https://revistas.usp.br/revusp/article/download/13467/15285/0 (abre em nova aba) · 🟢 fonte acadêmica primária, lida na íntegra nesta pesquisa. Pesquisa de campo com entrevistas próprias do autor no Rio de Janeiro, em Curitiba e em São Paulo entre 2003 e 2005; dados demográficos e de filiação são deste período, não atualizados.
↩Nakashima, Henry Albert Yukio. "Mesquita: entre a arte e o divino." Cordis — Comunicação, Modernidade e Arquitetura, PUC-SP, n. 8, p. 397-417, jan./jun. 2012. https://revistas.pucsp.br/cordis/article/download/12935/9403/0 (abre em nova aba) · 🟢 artigo revisado por pares, lido na íntegra nesta pesquisa. Inclui entrevistas próprias do autor com Hosney Mahmoud Mohamed (relações públicas da Mesquita Brasil) e Samir El Hayek (tradutor).
↩ANBA (Agência de Notícias Brasil-Árabe). "Primeira entidade islâmica do Brasil faz 75 anos." 22 de março de 2004 (atualizado 20 de abril de 2018). https://anba.com.br/primeira-entidade-islamica-do-brasil-faz-75-anos-2/ (abre em nova aba) · 🟢 no seu domínio (
↩docs/FONTES.md§6), lido na íntegra nesta pesquisa. Confirma fundação da SBM em 1929 por cerca de 20 imigrantes, majoritariamente palestinos, e construção da mesquita atual entre 1942 e 1955.Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. "Solenidade comemora o Dia do Islamismo na Assembleia." 10 de maio de 2010. https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=260902 (abre em nova aba) · 🟢 fonte oficial estatal, lida na íntegra nesta pesquisa. Confirma a Lei estadual 13.762 (Dia do Islamismo, 12 de maio) e cita por nome o presidente da UNI em 2010, Abdul Nasser El Rafei.
↩Ministério da Justiça e Segurança Pública (Brasil). "Ministro recebe presidente da União Islâmica no Brasil." https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias/ministro-recebe-presidente-da-uniao-islamica-no-brasil (abre em nova aba) · 🟢 fonte oficial 🔍 — acesso desta pesquisa retornou "Conteúdo Restrito"; confirmamos apenas o título e a existência da notícia, não o conteúdo integral. O título usa o nome "União Islâmica no Brasil", que não contém a sigla "UNI" nem "União Nacional das Entidades Islâmicas" — tratamos como provável referência à mesma entidade, não como confirmação da grafia ou da identidade.
↩Monitor do Oriente. "Abraçamos muçulmanos e não-muçulmanos que chegam ou vivem no Brasil" (entrevista com Sheikh Jihad Hassan Hamadeh, vice-presidente da UNI). 4 de março de 2021. https://www.monitordooriente.com/20210304-abracamos-muculmanos-e-nao-muculmanos-que-chegam-ou-vivem-no-brasil/ (abre em nova aba) · 🟡 portal de notícias sobre o Oriente Médio em português, entrevista direta — citação atribuída ao entrevistado, não verificada de forma independente por terceiros.
↩Rádio Cultura Foz — AM 820. "Mesquita Omar Ibn Al-Khatab completa 35 anos." 23 de março de 2018. https://www.radioculturafoz.com.br/2018/03/23/mesquita-omar-ibn-al-khatab-completa-35-anos/ (abre em nova aba) · 🟡 imprensa regional — data de publicação consistente com pedra fundamental em 1983.
↩CCBI (Centro Cultural Beneficente Islâmico de Foz do Iguaçu). Site institucional da Mesquita Omar Ibn Al-Khattab. http://www.mesquitafoz.com.br/br (abre em nova aba) · 🟡 fonte institucional — confirma CCBI criado em 1981, construção da mesquita entre 1983 e 1987, capacidade de 580 pessoas, maior cúpula de concreto de vão livre da América Latina.
↩H2Foz. "Mesquita de Foz do Iguaçu: da pedra fundamental à inauguração." https://www.h2foz.com.br/planeta-foz/historia/mesquita-de-foz-do-iguacu-da-pedra-fundamental-a-inauguracao/ (abre em nova aba) · 🟡 imprensa regional — cornerstone em 20 de março de 1983; cita diretamente Kamal Osman, secretário do CCBI.
↩Fambras (Federação das Associações Muçulmanas do Brasil). "Nossa História." https://www.fambras.org.br/nossa-historia (abre em nova aba) · 🟡 fonte institucional — já usada em
↩content/artigos/numeros-reais-muculmanos-brasil.mdpara a fundação de 1979; usada aqui para atividades atuais (halal, ação social, diálogo inter-religioso, sedes em São Paulo, Brasília e Dubai desde 2019).CDIAL Halal. "Quem somos." https://cdialhalal.com.br/quem-somos/ (abre em nova aba) · 🟡 fonte institucional — confirma fundação da CDIAL em 1987 por Ahmad Ali Saifi, que antes dirigiu a Sociedade Beneficente Muçulmana/Mesquita Brasil; reconhecimento em mais de 150 países; expansão de abate ritual (1980) para múltiplas categorias de produto (2011). Afirmações de pioneirismo (primeira credenciada pelo GAC e pela EIAC, ISO 9001) são autodeclaração da própria certificadora, sem verificação independente nos registros públicos dessas entidades.
↩CDIAL / Portal IslamBR. "A História do CDIAL." https://cdial.org.br/a-historia-do-cdial/ (abre em nova aba) · 🟡 fonte institucional — descreve a pré-história do fundador Ahmad Ali Saifi (atuação desde 1965, Sociedade Abu Bakr Al Sidik em 1978) antes da fundação formal do CDIAL.
↩Fambras. "Nossa História", cruzada com The Halal Times, "Fambras Halal, the Oldest Halal Certification Body in Latin America." https://www.halaltimes.com/fambras-halal-the-oldest-halal-certification-body-in-latin-america/ (abre em nova aba) · 🟡 mídia especializada em halal — usada só para a marca atual "Fambras Halal", corroborada pelo domínio oficial fambrashalal.com.br.
↩Silva, Regina Coeli Machado e. "Reordenação de identidade de imigrantes árabes em Foz do Iguaçu." Trabalhos em Linguística Aplicada, 2008. https://www.scielo.br/j/tla/a/RFFBKcKz8XpmMzBnrLdKQ4x/?lang=pt (abre em nova aba) · 🟢 🔍 — mesma fonte externa já usada em
↩content/artigos/imigracao-sirio-libanesa.md; confirma mesquita sunita Omar Ibn Al-Khattab (1983) e Sociedade Beneficiente Islâmica xiita organizada à parte em Foz do Iguaçu.Canal Fambras. "FAMBRAS e Conselho Mundial promovem diálogo islâmico e anunciam obras inéditas em português." https://www.canalfambras.org.br/fambras-e-conselho-mundial-promovem-dialogo-islamico-e-anunciam-obras-ineditas-em-portugues/ (abre em nova aba) · 🟡 canal de notícias da própria Fambras — fonte institucional/interessada, sem confirmação externa independente localizada nesta pesquisa.
↩