Nenhuma lei religiosa acima da Constituição.
Referência em português sobre Islã, Sharia, Irã e islamismo político. Todo muçulmano tem o direito de praticar sua fé no Brasil. Nenhuma doutrina — de nenhuma religião — tem o direito de virar lei sobre quem não a professa. Este site explica a diferença, com as fontes à vista.
Artigos
Ver todosMesquitas e entidades islâmicas do Brasil
O Islã organizado no Brasil é uma rede de mesquitas, sociedades beneficentes e entidades de representação nacional (Mesquita Brasil, Fambras, CDIAL, UNI) que convivem sem hierarquia única entre si. A pesquisa direta separa a primeira mesquita, de 1929, do prédio atual da Mesquita Brasil. O texto também distingue três marcas de certificação halal e mostra, entidade por entidade, quem é sunita e quem é xiita.
Quantos muçulmanos há no Brasil: o que cada número realmente mede
O Censo 2010 do IBGE contou 35.166 muçulmanos por autodeclaração. Entidades como a Fambras e a ANBA estimam de 800 mil a 2 milhões, conforme o método e o grupo contado. Os números não competem entre si: cada um responde a uma pergunta diferente, com fontes, métodos e margens de erro próprios.
A imigração sírio-libanesa: por que a maioria era cristã
Entre o fim do século XIX e meados do XX, dezenas de milhares de sírios e libaneses chegaram ao Brasil registrados como 'turcos'. A maioria era cristã (maronita, ortodoxa ou melquita), não muçulmana. Confundir as duas coisas distorce a história e a demografia dessa imigração.
A Revolta dos Malês: a maior revolta urbana de escravizados do Brasil
Na madrugada de 25 de janeiro de 1835, cerca de 600 escravizados e libertos africanos tomaram as ruas de Salvador. A revolta foi planejada por nagôs (iorubás) islamizados, os malês, que sabiam ler e escrever em árabe e formavam a maior parte da liderança; haussás e africanos não muçulmanos também participaram. É o caso mais bem documentado, na história do Brasil, de pessoas escravizadas alfabetizadas em árabe e organizadas em torno do Islã.
O levante de 2025–2026 no Irã: a censura que tornou impossível contar os mortos
O levante começou em 28 de dezembro de 2025, com uma greve de lojistas contra o colapso do rial, e virou o maior protesto antigovernamental da história da República Islâmica. A partir de 8 de janeiro de 2026, o regime iraniano cortou internet e telefonia em todo o país. É essa censura, e não uma falha de apuração, que explica por que o número de mortos continua em disputa.
Islamofobia no Ocidente: ataques, discriminação e a disputa sobre a definição do termo
"Islamofobia" é a hostilidade, a discriminação e a violência contra muçulmanos por causa da religião, da etnia ou da origem que se atribui a eles. Entre 2013 e 2020, seis atentados armados contra muçulmanos ou mesquitas no Ocidente tiveram desfecho judicial documentado: cinco terminaram em condenação; no sexto, em Hanau, o autor se matou e a promotoria alemã classificou o ataque como de extrema direita. Levantamentos oficiais da União Europeia, do Reino Unido e da França documentam discriminação sistemática em emprego, moradia e segurança pública.
O que este site cobre
- 01O que é o Islã (fundamentos)
- 02História do mundo islâmico
- 03Sharia
- 04Irã
- 05Perfis de países e regiões
- 06Islamismo político e radicalismo
- 07Islã no Ocidente
- 08Islã no Brasil
- 09Guia de políticas públicas
- 10Direitos humanos e vozes críticas
- 11Ferramentas de referência
- 12Notícias e análise