Guia de políticas públicasRevisado em 11 de setembro de 2026
Ensino religioso confessional em escola pública: o que a lei garante e onde a execução falha
A Constituição exige que a matrícula em ensino religioso seja facultativa, e em 2017 o STF decidiu que o modelo pode ser confessional. Mas, entre as escolas públicas que oferecem a disciplina, mais da metade torna a presença obrigatória na prática, e 77% não dão atividade alternativa ao aluno dispensado. Sem regra nacional, cada rede decide.
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Ensino religioso confessional em escola pública: o que a lei garante e onde a execução falha
O que acontece com o aluno que não segue a religião ensinada na aula de ensino religioso de uma escola pública depende quase só da rede em que ele está matriculado. A Constituição garante que a matrícula em ensino religioso é facultativa (art. 210, §1º)1. Em 2017, o Supremo Tribunal Federal decidiu que esse ensino pode ser confessional, isto é, ligado a uma religião específica, desde que a facultatividade seja respeitada3. Nem a Constituição nem o STF disseram como cada sistema de ensino deve tratar quem não se matricula. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) deixa essa decisão para estados e municípios2, e os dados disponíveis mostram que, em 77% das escolas públicas de ensino fundamental que oferecem a disciplina, o aluno dispensado não recebe atividade equivalente: fica sem alternativa estruturada17.
O que o STF decidiu e o que deixou para cada rede
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Em 27 de setembro de 2017, o Plenário do STF terminou de julgar a ADI 4439/DF, ação da Procuradoria-Geral da República contra o modelo de ensino religioso confessional. A PGR pedia que o art. 33 da LDB e o art. 11, §1º, do Acordo Brasil–Santa Sé (Decreto 7.107/2010) fossem interpretados de forma a proibir qualquer vínculo do ensino religioso com uma religião específica. A disciplina passaria a tratar da história e da doutrina comparada das religiões, "sob perspectiva laica"3. O pedido foi julgado improcedente, ou seja, rejeitado, por 6 votos a 5. Votaram pela manutenção do modelo confessional os ministros Alexandre de Moraes (redator do acórdão), Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ficaram vencidos, a favor do modelo não confessional, o relator Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio e Celso de Mello3.
Cármen Lúcia, última a votar e parte da maioria, resumiu o argumento de quem venceu: "a laicidade do Estado brasileiro não impediu o reconhecimento de que a liberdade religiosa impôs deveres ao Estado, um dos quais a oferta de ensino religioso com a facultatividade de opção por ele"3. A ADI 4439 como precedente de laicidade já foi tratada em detalhe em laicidade-brasileira. Aqui interessa só o que a decisão deixou em aberto.
E ficou muita coisa em aberto. O STF não obrigou nenhuma rede a adotar o modelo confessional. Só afastou a tese de que ele seria, por definição, inconstitucional. Também não disse como a facultatividade deve funcionar no dia a dia da sala de aula. Quem decide o modelo, o currículo e o tratamento do aluno dispensado é cada "sistema de ensino", por delegação expressa do art. 33, §1º, da LDB2. A constitucionalidade do ensino religioso já está resolvida. O que produz a enorme variação entre redes, descrita a seguir, é a falta de regulamentação nacional.
Modelos na prática: confessional, história das religiões, interconfessional
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No Rio de Janeiro, o modelo é confessional puro desde 2000. Pela Lei estadual 3.459/2000, o ensino é credenciado "de acordo com as preferências manifestadas pelos responsáveis ou pelos próprios alunos", e só pode dar aula quem tem registro no MEC e credenciamento por autoridade religiosa competente5. A SEEDUC-RJ credencia formalmente nove credos: católico, evangélico, judeu, islâmico, umbandista, messiânico, mórmon, espírita e hare krishna512. A Lei 8.585/2019 mudou essa norma para prever reforço escolar como alternativa para o aluno que não escolhe a disciplina6. Essa lei estadual fluminense não deve ser confundida com a Lei federal 13.796/2019, sobre falta escolar por motivo de guarda religiosa, já tratada em laicidade-brasileira. São duas normas diferentes, do mesmo ano, sobre temas vizinhos. Em fevereiro de 2025, o STF confirmou por unanimidade a constitucionalidade da Lei 3.459/00, especificamente, na ADIn 3.268/RJ. É um processo diferente da ADI 4439, que tratou do modelo confessional em geral4.
Em São Paulo, o desenho é o oposto. A Lei 10.783/2001 proíbe "o proselitismo ou o estabelecimento de qualquer primazia entre as diferentes doutrinas religiosas"7, e a rede escolheu um modelo de história das religiões. As aulas ficam com professores de História ou Ciências Sociais, e de propósito não de Ciências da Religião, justamente para evitar viés confessional. As apostilas foram produzidas em parceria com a Unicamp714. No Paraná, o modelo é interconfessional. Ele é regulado pela Deliberação CEE-PR nº 01/06, que exige atividade pedagógica alternativa, com professor habilitado, para quem não escolher a disciplina911. O Rio Grande do Sul adota desde 1989 um modelo inter-religioso, sem vínculo com uma única confissão e organizado por matrizes religiosas. O Referencial Curricular Gaúcho o atualizou em 201910. Nenhuma dessas soluções veio de norma federal. Cada uma nasceu de lei ou deliberação do próprio estado.
A rede municipal da cidade do Rio de Janeiro mostra outra variação possível. Desde 2013, ela mantém um plano curricular específico de ensino afro-religioso, com 118 professores concursados em 171 escolas municipais28. Entre os casos documentados aqui, é o único em que uma rede pública brasileira montou uma trilha curricular própria para uma tradição religiosa minoritária, no caso de matriz afro-brasileira, e não islâmica ou judaica.
"Facultativa" na lei, obrigatória na prática em mais da metade das escolas que oferecem a disciplina
A LDB, com a redação dada pela Lei 9.475/1997, diz que o ensino religioso é "de matrícula facultativa" e proíbe "quaisquer formas de proselitismo"2. O problema que a pesquisa acadêmica documenta está na distância entre a lei e a prática, e não na redação da lei. Luiz Antônio Cunha e Karina Carrasqueira publicaram em 2023, na revista Educação & Sociedade, um artigo baseado no questionário de diretores do Saeb/Prova Brasil (edições de 2011 a 2017, com 56.222 a 64.380 diretores por edição). Pelas contas deles, 69% das escolas públicas de ensino fundamental oferecem ensino religioso. Dessas, 54% tornam a presença obrigatória na prática, e 77% não oferecem nenhuma atividade alternativa estruturada a quem não se matricula17.
Uma reportagem do #Colabora publicada em 2020, com base nos mesmos dados da Prova Brasil de 2015, chegou a números próximos, mas não idênticos: os mesmos 54% de presença obrigatória na prática e 75% de escolas sem atividade alternativa, dois pontos abaixo do estudo acadêmico15. A diferença é pequena e as duas fontes não a resolvem. Usamos o número de Cunha e Carrasqueira como referência principal, por ser um artigo revisado por pares. A reportagem entra como confirmação jornalística próxima, não como uma segunda medição idêntica.
Nem o MEC nem o Conselho Nacional de Educação têm uma norma nacional que diga como a escola deve tratar o aluno dispensado. A LDB deixa isso para os sistemas de ensino2. Onde há norma estadual específica, ela nem sempre sai do papel. A mesma reportagem apurou a aplicação da Lei 8.585/2019 no Rio de Janeiro e a descreve como "ainda distante de ser posta em prática"15.
Quem forma o professor, e por que o currículo tende a seguir a maioria local
Um dos motivos para o ensino religioso confessional tender a refletir a religião majoritária de cada região é a formação do professor. No Rio de Janeiro, a lei exige registro no MEC e credenciamento por autoridade religiosa competente para dar aula5. Na prática, isso quer dizer que, além do registro no MEC, a oferta de aulas depende de cada confissão ter estrutura para credenciar e manter professores. Isso é mais fácil para denominações grandes e organizadas do que para minorias menores. Os modelos não confessionais, como o de São Paulo, dependem de outro tipo de formação: professores generalistas de História ou Ciências Sociais, preparados com apostila própria, e não por uma denominação714.
O Brasil tem oito universidades públicas com licenciatura específica em Ciências da Religião: UEMA, Unimontes, UEPA, UERN, UVA, UFJF, UFPB e UFS. É uma formação pensada para ensinar sobre religiões, e não para ensinar uma religião25. O número é pequeno para o tamanho da rede pública nacional. E, na sala de aula, o modelo confessional é raro. No questionário da Prova Brasil, só 5% dos diretores, em média, disseram que o ensino religioso da escola segue uma religião específica. Nas escolas estaduais do Rio de Janeiro, onde a lei manda o modelo confessional, eram 6%17. Cunha e Carrasqueira, citando a pesquisadora Ana Maria Cavaliere, explicam a diferença pela falta de um professor para cada credo em cada escola: na prática, as escolas improvisam aulas plurais ou não confessionais17.
Minorias: os casos documentados são de matriz afro-brasileira; de aluno muçulmano, não encontramos nenhum
A evidência mais sólida sobre como o modelo confessional trata quem não é da maioria não vem de alunos muçulmanos ou judeus. Vem de pessoas de religiões de matriz afro-brasileira. Em fevereiro de 2019, a 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, por decisão unânime, condenou uma escola estadual de Campinas a pagar R$ 8.000 de indenização a uma aluna de candomblé. Ela tinha sido obrigada a rezar e a copiar versículos bíblicos em aula18. Waldineia Teles Pereira, professora de ensino religioso credenciada como candomblecista em Itaboraí (RJ), contou ter enfrentado um coro de "macumbeira" de colegas e alunos16. Um estudo de 2016, com etnografia e entrevistas, registra professoras de candomblé e umbanda no Rio de Janeiro que escondem a própria religião para evitar o que descrevem como "perseguição velada"22.
Não encontramos nenhum caso individual documentado de aluno muçulmano discriminado ou constrangido em aula de ensino religioso confessional. O que encontramos diz mais do que uma simples ausência. A SEEDUC-RJ credencia formalmente as categorias "islâmicos" e "judeus" entre os nove credos que podem lecionar na rede estadual fluminense5. Mas o levantamento de dezembro de 2014 sobre os professores de fato credenciados contou 646: 375 católicos, 254 evangélicos, 9 espíritas, 4 umbandistas, 3 messiânicos e 1 mórmon, e nenhum nas categorias islâmica ou judaica12. No papel, Islã e judaísmo são confissões elegíveis. Não há registro de que houvesse, naquela data, uma sala de ensino religioso islâmico ou judaico funcionando. Estar credenciado como credo não é o mesmo que ter professor em exercício. A diferença importa: quem olhar às pressas a lista dos nove credos do Rio de Janeiro pode concluir, erradamente, que há aula confessional islâmica funcionando na rede.
Sobre a comunidade judaica, o que temos é posição institucional, e não caso individual. Na audiência pública do STF de 15 de junho de 2015 sobre a ADI 4439, a Confederação Israelita do Brasil (CONIB) se manifestou contra qualquer ensino religioso em escola pública, e não só contra o modelo confessional. Ficou ao lado da CNTE e da Convenção Batista Brasileira. A Federação Espírita Brasileira também se disse contra o ensino religioso nas escolas, mas, entre as opções em debate, defendeu o formato não confessional, voltado à moral e à ética2021.
A posição da comunidade muçulmana organizada é outra, e foi o que mais contrariou a premissa inicial desta apuração. A Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (FAMBRAS) também falou na audiência pública de 2015, no mesmo bloco da CNBB, a favor de manter o ensino religioso. Mas defendeu um modelo diferente do da entidade católica. A CNBB defendeu o confessional puro do Acordo Brasil–Santa Sé. A FAMBRAS pediu um formato de caráter ecumênico, com conteúdo elaborado em conjunto por entidades religiosas e escolas, sob certificação e fiscalização pública20. Não pediu o fim da disciplina nem denunciou prejuízo à comunidade muçulmana. Pediu para participar do ensino religioso, em formato ecumênico, e não para acabar com ele. Nas fontes que reunimos, não há mobilização da comunidade muçulmana brasileira contra o ensino religioso confessional. O que há é uma entidade nacional pedindo para fazer parte do ensino religioso, em termos diferentes dos da CNBB.
Proselitismo: proibido desde 1997, difícil de fiscalizar
A LDB proíbe "quaisquer formas de proselitismo" no ensino religioso desde a reforma de 19972. Se essa proibição é fiscalizada de verdade é outra pergunta. O Fiquem Sabendo usou a Lei de Acesso à Informação para levantar as denúncias feitas à Ouvidoria da Secretaria de Educação de São Paulo entre 2013 e 2018. Encontrou 1.416 denúncias registradas, das quais 59 (cerca de 4%) eram sobre pregação política, religiosa ou sexual em sala de aula. Nenhuma terminou em punição formal documentada, por falta de provas19. Esse número não permite dizer que o proselitismo é raro nas escolas paulistas. Mostra que, quando ele acontece, a denúncia formal raramente chega a uma consequência que se possa apurar.
O que uma família pode fazer
A dispensa do ensino religioso é um direito automático. Não é preciso dar justificativa religiosa nem qualquer outro motivo: basta não matricular o filho na disciplina ou pedir a dispensa à escola2. O que falta, como já dissemos, é uma orientação nacional única sobre o que a escola deve oferecer a esse aluno no lugar da aula. Em redes com norma estadual específica, a família tem base legal para cobrar essa alternativa. O Paraná exige atividade pedagógica alternativa com professor habilitado911, e o Rio de Janeiro prevê reforço escolar desde 20196. Mesmo assim, como vimos, a aplicação na prática é irregular15. Em redes sem norma própria, a única garantia certa é a própria facultatividade da matrícula. O que o aluno faz no lugar da aula fica a critério de cada escola.
Teste de consistência: o problema é da estrutura, não de uma minoria
Nada do que os dados mostram atinge só o aluno muçulmano. A mesma falta de alternativa real afeta o aluno evangélico numa rede historicamente confessional católica, o aluno católico numa rede de maioria evangélica e, com a documentação mais sólida que existe, o aluno de candomblé ou umbanda em qualquer rede confessional cristã11141822. A pesquisa em educação e em ciências da religião também aponta que o aluno sem religião, grupo que cresce nos censos, é sistematicamente ignorado mesmo em modelos que se apresentam como "plurais"1114. Usar os dados sobre matriz afro-brasileira para pensar o caso muçulmano é legítimo como analogia estrutural, porque o mecanismo da falha é o mesmo: falta de alternativa, currículo dominado pela maioria local e poucos professores formados fora da confissão majoritária. Mas a analogia não substitui um caso concreto, que hoje não temos fontes para relatar.
Leia antes
- laicidade-brasileira — trata a ADI 4439 em detalhe como precedente de laicidade; aqui o mérito pedagógico assume esse arcabouço como dado.
Leia depois
- acomodacao-religiosa-legitima — detalha outras formas de acomodação institucional (halal, sala de oração, hijab no trabalho) que operam sob o mesmo arcabouço constitucional.
- financiamento-publico-entidades-religiosas — aprofunda os limites da "colaboração de interesse público" que também tocam o custeio do professor confessional credenciado pelo Estado.
- arbitragem-religiosa — trata os limites de outra forma de participação de entidades religiosas em espaço público regulado pelo Estado.
Fontes
Fontes
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, art. 210, §1º. Reproduzido via Câmara dos Deputados, Quadro Histórico dos Dispositivos Constitucionais. https://bd.camara.leg.br/bd/items/0c99fb2a-2d65-468e-ba46-c5e9f49d9f85 (abre em nova aba) · 🟢
↩Lei nº 9.394/1996 (LDB), art. 33, redação da Lei nº 9.475/1997. https://modeloinicial.com.br/lei/L-9394-1996/lei-diretrizes-bases-educacao-nacional/art-33 (abre em nova aba) · corroborado por IBEE — https://ibee.com.br/materia/lei-9475-de-22071997-altera-artigo-33-da-lei-939496-ensino-religioso-matricula-facultativa/ (abre em nova aba) · 🟢
↩STF, ADI 4439/DF, julgamento concluído em 27 de setembro de 2017 (6×5). Venceram, pela improcedência (modelo confessional mantido): Alexandre de Moraes (redator do acórdão), Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ficaram vencidos, pelo modelo não confessional: Luís Roberto Barroso (relator), Rosa Weber, Luiz Fux, Marco Aurélio e Celso de Mello. https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/stf-conclui-julgamento-sobre-ensino-religioso-nas-escolas-publicas/ (abre em nova aba) · corroborado por CNTE — http://cnte.org.br/cnte-news/62305 (abre em nova aba) · e Revista de Investigações Constitucionais — https://www.scielo.br/j/rinc/a/ht49NjKc63k4xZQJLLsk84H/ (abre em nova aba) · 🟢
↩STF, ADIn 3.268/RJ, rel. min. Nunes Marques, julgada em 14 de fevereiro de 2025 (unânime) — constitucionalidade da Lei 3.459/00 (RJ). https://www.migalhas.com.br/quentes/424712/stf-valida-lei-estadual-que-regulamenta-ensino-religioso-confessional (abre em nova aba) · 🟢
↩Lei nº 3.459/2000 (Rio de Janeiro), arts. 1º a 6º. https://leisestaduais.com.br/rj/lei-ordinaria-n-3459-2000-rio-de-janeiro-dispoe-sobre-ensino-religioso-confessional-nas-escolas-da-rede-publica-de-ensino-do-estado-do-rio-de-janeiro (abre em nova aba) · 🟢 · art. 2º (duas condições cumulativas para lecionar — registro no MEC e credenciamento por autoridade religiosa competente) conferido por leitura direta na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), fonte primária do próprio Legislativo estadual — https://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/e9589b9aabd9cac8032564fe0065abb4/16b2986622cc9dff0325695f00652111?OpenDocument= (abre em nova aba) · e corroborado por jusbrasil.com.br/legislacao/136999/lei-3459-00
↩Lei nº 8.585/2019 (Rio de Janeiro), altera a Lei 3.459/00. https://leisestaduais.com.br/rj/lei-ordinaria-n-8585-2019-rio-de-janeiro-modifica-a-lei-n-3459-de-14-de-setembro-de-2000-que-dispoe-sobre-ensino-religioso-confessional-nas-escolas-da-rede-publica-de-ensino-do-estado-do-rio-de-janeiro-e-da-outras-providencias (abre em nova aba) · 🟢 · não confundir com a Lei federal 13.796/2019 (falta escolar por motivo de guarda religiosa)
↩Lei nº 10.783/2001 (São Paulo), arts. 1º, 2º, 4º, 6º. https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/lei/2001/lei-10783-09.03.2001.html (abre em nova aba) · 🟢
↩Deliberação CEE-PR nº 01/06 (Paraná). https://www.educacao.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2019-12/deliberacao012006.pdf (abre em nova aba) · 🔍 leitura direta do PDF não confirmada; conteúdo por síntese de busca
↩Governo do Rio Grande do Sul, Referencial Curricular Gaúcho, componente Ensino Religioso, 2019. https://educacao.rs.gov.br/upload/arquivos/202111/24135335-referencial-curricular-gaucho-em.pdf (abre em nova aba) · 🔍 conteúdo por síntese de busca — nenhuma citação literal atribuída a este documento no corpo do texto
↩Aline Pereira Lima e Maria Suzana de Stefano Menin, "Orientações legais para o ensino religioso em três estados brasileiros: convergências e divergências demarcadas em normativas", Acta Scientiarum. Education, v. 39, n. 2 (2017). https://www.redalyc.org/journal/3033/303350428004/html/ (abre em nova aba) · 🟢
↩Márcia Aparecida de Souza, Rolf Ribeiro de Souza e João Paulo Gonçalves, "Incongruências do Ensino Religioso confessional ofertado no Estado do Rio de Janeiro", Revista Educação Pública (Cecierj/UERJ), 24 de novembro de 2020. https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/45/incongruencias-do-ensino-religioso-confessional-ofertado-no-estado-do-rio-de-janeiro (abre em nova aba) · 🟢
↩Janayna de Alencar Lui, "Entre crentes e pagãos: ensino religioso em São Paulo", Cadernos de Pesquisa, v. 37, n. 131 (2007). http://www.scielo.br/j/cp/a/hPghH4kw94j7B3VfnjyJmhN/ (abre em nova aba) · 🟢
↩Fernanda Baldioti, "Estudantes que optam por não cursar ensino religioso ficam ao deus-dará", #Colabora, 10 de fevereiro de 2020. https://projetocolabora.com.br/ods4/fora-de-sala-de-aula-estudantes-que-optam-por-nao-fazer-a-aula-ensino-religioso-ficam-ao-deus-dara/ (abre em nova aba) · 🟢
↩Fernanda Baldioti, "Candomblecista, professora de ensino religioso enfrentou coro de 'macumbeira'", #Colabora, 2020. https://projetocolabora.com.br/ods4/candomblecista-professora-de-ensino-religioso-enfrentou-coro-de-macumbeira/ (abre em nova aba) · 🟢
↩Luiz Antônio Cunha e Karina Carrasqueira, "Dimensionamento do ensino religioso nas escolas públicas de ensino fundamental (2011–2017)", Educação & Sociedade (2023). https://www.scielo.br/j/es/a/kFTZCsQNvjXm75nRKvsfdTc/ (abre em nova aba) · 🟢
↩Tribunal de Justiça de São Paulo, 5ª Câmara de Direito Público, decisão de 12 de fevereiro de 2019 — indenização a aluna de candomblé de escola estadual de Campinas. https://www.tjsp.jus.br/Noticias/Noticia?codigoNoticia=55756 (abre em nova aba) · 🟢
↩Fiquem Sabendo, levantamento via Lei de Acesso à Informação, Ouvidoria da Secretaria de Educação de São Paulo, 2013–2018, publicado em 19 de abril de 2019. https://fiquemsabendo.com.br/educacao/reclamacoes-alunos-ouvidoria-sp (abre em nova aba) · 🟢 · a reportagem descreve as 59 denúncias como "não correspondem nem a 1%" ao compará-las a uma base mais ampla (todas as denúncias da Ouvidoria estadual em cinco anos) que o próprio texto não detalha; a proporção entre os dois números que citamos no corpo (59 de 1.416) é de aproximadamente 4%
↩Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), relato da audiência pública do STF de 15 de junho de 2015 sobre a ADI 4439. http://cnte.org.br/cnte-news/62305 (abre em nova aba) · 🟢
↩Cristina Sílvia Alves Lourenço e Maurício Sullivan Balhe Guedes, "O STF e o ensino religioso em escolas públicas: pluralismo educacional, laicidade estatal e autonomia individual", Revista de Investigações Constitucionais, v. 4, n. 3 (2017). https://www.scielo.br/j/rinc/a/ht49NjKc63k4xZQJLLsk84H/ (abre em nova aba) · 🟢
↩Marcos Porto Freitas da Rocha, Jose Geraldo da Rocha e Jacqueline de Cassia Pinheiro Lima, "Intolerância religiosa em escolas públicas no Rio de Janeiro", Educação — Revista do Centro de Educação, UFSM, v. 41, n. 3 (2016). https://www.redalyc.org/journal/1171/117149982015/html/ (abre em nova aba) · 🟢
↩Lista de oito universidades públicas com licenciatura em Ciências da Religião (Uema, Unimontes, Uepa, UERN, UVA, UFJF, UFPB, UFS), obtida por síntese de busca. 🔍 não verificada universidade a universidade
↩Casa Fluminense, "Ensino religioso na rede pública de educação do Rio de Janeiro divide opiniões", 28 de dezembro de 2014. https://casafluminense.org.br/ensino-religioso-na-rede-publica-de-educacao-do-rio-de-janeiro-divide-opinioes/ (abre em nova aba) · 🟢
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