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Irã

O levante de 2025–2026 no Irã: a censura que tornou impossível contar os mortos

Um levante iniciado em 28 de dezembro de 2025 por uma greve de lojistas contra o colapso do rial tornou-se o maior protesto antigovernamental da história da República Islâmica. A partir de 8 de janeiro de 2026, o regime iraniano cortou internet e telefonia em todo o país, e essa censura — não falha de apuração — é a causa direta de o número de mortos permanecer disputado hoje.

O levante que começou em 28 de dezembro de 2025, quando lojistas do Grande Bazar de Teerã fecharam as portas contra o colapso do rial e a disparada de preços, tornou-se o maior movimento de protesto antigovernamental da história da República Islâmica do Irã1. Em 8 de janeiro de 2026, no mesmo dia em que as forças de segurança escalaram o uso de força letal em todo o país, o regime iraniano cortou o acesso à internet e à telefonia internacional para os 92 milhões de habitantes do país118. O apagão impediu a verificação independente dos fatos em tempo real, e é essa impossibilidade — não uma falha de apuração de qualquer organização específica — que explica por que o número de mortos segue disputado: das seis atualizações sucessivas que a própria HRANA publicou ao longo de 39 dias à divergência entre o regime iraniano e ele mesmo em 48 horas, cada cifra reflete o que pôde ser verificado até aquela data, não uma contagem final.

O que houve: da greve dos lojistas ao pico de violência

O gatilho imediato foi econômico. O banco central iraniano havia encerrado, no fim de dezembro de 2025, o programa que dava a certos importadores acesso a dólares mais baratos — decisão que provocou reajustes imediatos de preços no comércio e levou os lojistas do Grande Bazar de Teerã a fechar as portas em 28 de dezembro2. O regime ofereceu transferências mensais de cerca de US$ 7 por família, consideradas insuficientes para conter o descontentamento2.

Em cerca de duas semanas, os protestos deixaram de ser um movimento de comerciantes e se espalharam para mais de cem cidades, ganhando caráter antigovernamental2. Já em 6 de janeiro de 2026 havia manifestações em ao menos 17 das 31 províncias do país1. A morte de Jina Mahsa Amini em 2022, que havia detonado o movimento "Mulher, Vida, Liberdade", é citada como pano de fundo simbólico — mas o gatilho desta onda foi declaradamente econômico, não de costumes12.

O levante de 2025–2026 tem uma particularidade em relação a ondas anteriores: foram os bazaaris — historicamente uma base social aliada ao regime2 — quem o iniciou, ao contrário do gatilho das duas ondas mais recentes: o preço dos combustíveis, em 2019, e a liderança de mulheres, em 202219. Analistas citados por agregadores de notícia leem esse início pela classe comercial como sinal de erosão de apoio numa base social tradicionalmente aliada ao regime — leitura que não localizamos atribuída a um nome específico nesta apuração19.

O dia mais violento foi 8 de janeiro de 2026: as forças de segurança escalaram de forma coordenada o uso de força letal em nível nacional, segundo a avaliação conjunta de Human Rights Watch e Anistia Internacional4. Vídeos verificados pela BBC mostraram corpos empilhados no necrotério de Kahrizak, ao sul de Teerã; a HRW documentou pelo menos 400 sacos ou corpos visíveis em imagens de 11 a 13 de janeiro4. Em Kermanshah, testemunhas descreveram tiroteio ininterrupto e um hospital que teria recebido quase 300 pessoas sem sinais vitais em um único dia4. Por volta de 12 a 15 de janeiro, a repressão já havia dissolvido a maior parte das manifestações de rua8.

O apagão de 8 de janeiro

No mesmo dia do pico de violência, o regime iraniano cortou a internet e as ligações internacionais em todo o país118. As ligações internacionais voltaram parcialmente em 13 de janeiro, mas a internet seguiu racionada; em 15 de janeiro, um porta-voz do regime disse que o acesso internacional só voltaria "pelo menos" no Ano Novo persa, em março1. Segundo a NetBlocks, o país ficou sete dias consecutivos sem internet6.

O efeito prático do apagão sobre a apuração está documentado com precisão incomum num único caso: o jornalista da BBC Verify Shayan Sardarizadeh descreveu que o fluxo de vídeos vindos do Irã praticamente parou, e que informação passou a chegar só em janelas breves de conectividade, por vezes via Starlink — acesso que carrega risco legal para quem o usa dentro do país5. Mesmo assim, a equipe da BBC conseguiu confirmar 326 vítimas individuais a partir de 392 fotos obtidas de uma fonte dentro de um necrotério de Teerã, cruzando datas visíveis nos corpos, nomes legíveis e padrões de ferimento com outros vídeos5. É o exemplo mais concreto, com número e método declarados, de quanto trabalho é necessário para verificar uma fração pequena do que se alega ter acontecido sob um apagão.

O apagão também afetou a evidência visual em outro sentido: a NewsGuard identificou pelo menos sete vídeos dos protestos gerados inteiramente por inteligência artificial circulando durante o período, um deles com mais de 700 mil visualizações num único dia antes de ser desmascarado — compartilhados tanto por contas favoráveis quanto contrárias ao regime6. A censura não bloqueou só a contagem de corpos: bloqueou a possibilidade de checar rapidamente o que circulava como prova.

Por que os números divergem: a mesma organização, seis contagens diferentes

A melhor evidência de que a divergência é efeito do apagão, e não de viés editorial entre organizações rivais, vem de uma única fonte: a HRANA (Human Rights Activists News Agency, agência de notícias de direitos humanos com sede nos Estados Unidos, com rede de verificadores dentro do Irã) publicou seis contagens sucessivas ao longo de 39 dias, sempre em trajetória ascendente, nunca descendente.

Data de corte Mortos confirmados Sob investigação
15–16/01/2026 ao menos 2.400
18/01/2026 3.308 +4.382
25/01/2026 "mais de 5.000"
28/01/2026 6.221 (5.858 manifestantes, 100 crianças, 49 civis não manifestantes, 214 forças) +17.091
02/02/2026 6.842–6.872 +11.280
23/02/2026 (relatório final, 50 dias) 7.007 (6.488 manifestantes, 236 crianças, 76 civis não manifestantes, 207 agentes) +11.744

Fontes por linha: 15–16/016; 18/017; 25/0118; 28/011; 02/02910; 23/0211. Esses são os seis cortes sucessivos da própria HRANA; uma cifra mais antiga e não oficialmente atribuída à organização (cerca de 490 manifestantes e 48 agentes, em 12 de janeiro, via Agência Brasil3) fica fora da série porque a matéria não a credita nominalmente à HRANA — mas está na mesma ordem de grandeza do início da contagem.

A própria HRANA explica o padrão no relatório final, "The Crimson Winter": a organização prioriza "casos mínimos verificáveis em vez de publicar estimativas máximas", reconhecendo que restrições de comunicação e vigilância durante o período criaram lacunas que só foram sendo fechadas aos poucos11. Cada corte é um retrato do que já havia sido verificado até aquela data — não a correção de um número anterior, mas uma soma que só cresce à medida que a verificação avança, na mesma velocidade em que o acesso à comunicação voltava.

Não confundimos aqui duas organizações que a cobertura internacional mistura com frequência, porque os nomes são parecidos. A HRANA, citada acima, é diferente da Iran Human Rights (IHRNGO, organização sediada em Oslo, dirigida por Mahmood Amiry-Moghaddam). A IHR parou de atualizar regularmente sua contagem confirmada por volta de 21–22 de janeiro de 2026, em torno de 3.428 mortos — o que a organização chamou de piso mínimo confirmado10. Depois disso, a IHR passou a falar em avaliação qualitativa, com Amiry-Moghaddam dizendo considerar plausível uma cifra entre 20 mil e 30 mil10. Não localizamos, nesta apuração, uma cifra específica de "mais de 6.000" atribuída pela própria IHR como total do levante; o número com maior sustentação documental pertence à série da HRANA, não à IHR.

Quando nem o regime concorda consigo mesmo

A instabilidade não é exclusividade dos grupos de direitos humanos. Em 19 de janeiro de 2026, um funcionário iraniano não identificado disse à Reuters que o número verificado havia chegado a pelo menos 5.000 mortos, dos quais cerca de 500 seriam agentes de segurança7. Dois dias depois, em 21 de janeiro, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou oficialmente um número menor: 3.117 mortos914.

Em 2 de fevereiro de 2026, o regime publicou uma lista nominal com 2.985 nomes, atribuídos oficialmente ao total de 3.117 (o Estado disse haver 131 corpos não identificados). A HRANA descreveu a lista como "compilada às pressas", com erros de grafia, duplicidades e identidades incompletas9. Amiry-Moghaddam, da IHR, comentou a divulgação: "isto é uma admissão oficial de um massacre generalizado. Mesmo 3.000 é um número imenso, mas, pela nossa experiência, o sigilo permanece em nível muito alto"9.

A flutuação da própria cifra oficial — que caiu, não subiu, entre o vazamento anônimo e a declaração pública — é parte da evidência de subnotificação, não um detalhe incidental: nem o ator com mais acesso à informação, o Estado, sustentou um número estável.

Outras vozes preencheram o mesmo período com estimativas que também não se confirmam entre si. A CBS News, em 13 de janeiro, citou um funcionário iraniano anônimo (cerca de 2.000), a então chanceler britânica Yvette Cooper (cerca de 2.000, "possivelmente muito maior"), uma fonte em Washington com contatos no Irã (10.000 a 12.000) e grupos ativistas não identificados (ao menos 12.000, possivelmente até 20.000) — a própria CBS explicitou não ter conseguido verificar essas cifras de forma independente12. A BBC Persian, em 12 de janeiro, relatou que fontes locais falavam em números "muito altos", de "várias centenas a milhares", e que o balanço internacional então disponível representaria "só uma fração" dessas estimativas locais1. A emissora Iran International, cujo financiamento está ligado a um investidor saudita e que mantém posição fortemente antirregime, chegou a citar mais de 12.000 mortos só nos dias 8 e 9 de janeiro — cifra que reproduzimos apenas como registro do que foi dito, não como dado1. Mai Sato, relatora especial da ONU para o Irã, disse em entrevista, por volta de 16 de janeiro, que colocaria "as estimativas mínimas... em 5.000 e mais", com relatos de até 20.000 vindos sobretudo de médicos com acesso a conexão via satélite13.

O que fica fora de disputa, apesar dos números

Nenhuma fonte séria consultada nesta apuração — nem a HRANA, nem a IHR, nem a ONU, nem o próprio regime iraniano — afirma ter uma contagem completa e final. Mas a divergência sobre o total não se estende a alguns pontos, onde as fontes independentes concordam.

Human Rights Watch e Anistia Internacional avaliaram, em nota conjunta de 8 de janeiro, que os manifestantes foram largamente pacíficos, e que nos incidentes de disparo investigados não havia ameaça iminente que justificasse o uso de força letal1. A Anistia, analisando dezenas de vídeos, documentou forças de segurança atirando com munição real contra civis desarmados a partir de telhados e ruas, "frequentemente na cabeça e no tronco"1.

A Anistia também documentou um padrão de pressão sobre famílias de vítimas que vai além da dificuldade técnica de contar corpos: parentes foram informados de que os corpos de seus entes queridos só seriam liberados mediante pagamento de quantias extorsivas, assinatura de compromissos ou declarações públicas falsas de que o parente morto era integrante dos Basij, e não manifestante14. A mesma organização registrou enterros em massa sem notificação prévia às famílias em Mashhad, incluindo o relato de um trabalhador de saúde sobre 150 corpos de jovens manifestantes levados ao cemitério Behesht Reza e enterrados antes da identificação14. Essa é a evidência que sustenta a leitura de que a opacidade em torno do número de mortos não é só efeito colateral do apagão de telecomunicações: é também política deliberada de ocultação.

Human Rights Watch pediu formalmente, em 16 de janeiro, que Estados-membros da ONU convocassem uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos sobre o Irã4. A sessão foi de fato convocada para 23 de janeiro de 2026, por pedido formal apresentado em 20 de janeiro de 2026 por Islândia, Alemanha, Macedônia do Norte, Moldávia e Reino Unido, com apoio de 21 Estados-membros e 30 observadores15. Mai Sato, da ONU, defendeu investigação por possíveis crimes contra a humanidade13. O contexto mais amplo: segundo o World Report 2026 da HRW, o Irã já registrava mais de 2.000 execuções em 2025, o maior número desde o fim dos anos 1980 — o levante ocorreu sobre essa base prévia de repressão penal, não a criou do zero17.

O caso Erfan Soltani: a execução que a oposição diz ter sido marcada, e a sentença de morte que o judiciário nega

Erfan Soltani, lojista de roupas de 26 anos, foi preso em 8 de janeiro de 2026, durante os protestos. Grupos de oposição e a organização curdo-iraniana Hengaw afirmaram que ele havia sido condenado à morte por moharebeh (guerra contra Deus), acusação capital do direito penal iraniano. O judiciário do país contestou publicamente essa versão, afirmando que Soltani enfrentava apenas acusações de conluio contra a segurança nacional e propaganda contra o establishment — nenhuma das duas punível com morte no país16.

Segundo a versão da oposição e de familiares, não confirmada de forma independente, a execução estava marcada para 14 de janeiro de 2026. Em 15 de janeiro, a imprensa internacional noticiou que ela havia sido adiada, também segundo um familiar no exterior; em 18 de janeiro, outra reportagem informou que Soltani seguia com boa saúde física, segundo a família e um grupo de direitos humanos com sede na Noruega — provavelmente a IHR, dado o perfil descrito, mas não confirmamos essa atribuição nominalmente16. Organizações de direitos humanos também levantaram, nesse período, preocupação processual — de que Soltani tivesse sido privado de advogado e não tivesse recebido julgamento antes da sentença —, mas não localizamos confirmação dessas alegações por documento judicial primário16. O presidente americano Donald Trump afirmou ter recebido garantias de boa fonte de que não havia plano de execuções no Irã, no contexto da ameaça de intervenção dos Estados Unidos16.

O caso Soltani não é uma nota lateral: nele se concentra, em miniatura, o problema central que tratamos aqui. Nem a acusação de pena capital feita pela oposição, nem a versão do judiciário iraniano de que nunca houve condenação à morte, puderam ser verificadas de forma independente enquanto durou o apagão. O bulletin do governo britânico registra que mais de 800 manifestantes foram sentenciados à morte no total, com execuções suspensas após a ameaça de intervenção americana1 — não reabrimos essa contagem nesta apuração.

O que ainda não sabemos

Não há, até a data de fechamento desta apuração (10 de setembro de 2026), um número de mortos aceito como definitivo por todas as fontes citadas neste texto — nem existe indicação, nas próprias fontes, de que exista um número desse tipo à espera de ser descoberto. O que existe é uma série de contagens datadas, cada uma com seu método e seu limite declarado, subindo à medida que o apagão foi cedendo.

Não podemos afirmar quantos dos milhares de casos "sob investigação" na contagem da HRANA (11.744 na atualização final) serão eventualmente confirmados como mortes ligadas ao levante, nem se a IHR retomará contagem numérica regular. Também não localizamos, nesta apuração, declaração do Itamaraty especificamente sobre o levante, nem registro de ato de solidariedade da diáspora iraniana no Brasil — ao contrário do que ocorreu em dezenas de outros países.

O que a série de números permite afirmar com segurança não é "quantos morreram", mas por que ninguém, nem o Estado que reprimiu o levante, pôde dizer isso com certeza enquanto a internet e a telefonia do país estiveram cortadas.

Leia antes

Leia depois

Fontes

Fontes

  1. UK Home Office, Country Bulletin: Iran — protests of December 2025 to January 2026 (accessible), atualizado em 26 de agosto de 2026. https://www.gov.uk/government/publications/iran-country-policy-and-information-notes/country-bulletin-iran-protests-of-december-2025-to-january-2026-accessible (abre em nova aba) · 🟢

  2. CNN Brasil, "Entenda a onda de protestos que acontece no Irã e o impacto para o regime", 10 de janeiro de 2026 (atualizada em 14/01/2026). https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/entenda-por-que-ha-protestos-no-ira-e-o-impacto-para-o-regime/ (abre em nova aba) · 🟢

  3. Agência Brasil (EBC), "Atos pró-regime no Irã criticam distúrbios e interferência estrangeira", 12 de janeiro de 2026. https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-01/atos-pro-regime-no-ira-criticam-disturbios-e-interferencia-estrangeira (abre em nova aba) · 🟢 CC

  4. Human Rights Watch, "Iran: Growing Evidence of Countrywide Massacres", 16 de janeiro de 2026. https://www.hrw.org/news/2026/01/16/iran-growing-evidence-of-countrywide-massacres (abre em nova aba) · 🟢

  5. Reuters Institute for the Study of Journalism (Universidade de Oxford), "How BBC experts confirmed hundreds killed in Iran's protest crackdown despite an internet blackout", 28 de janeiro de 2026. https://reutersinstitute.politics.ox.ac.uk/news/how-bbc-experts-confirmed-hundreds-killed-irans-protest-crackdown-despite-internet-blackout (abre em nova aba) · 🟢

  6. CNN Brasil, "Vídeos de IA dos protestos no Irã se espalham em meio a apagão", 15–16 de janeiro de 2026. https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/videos-de-ia-dos-protestos-no-ira-se-espalham-em-meio-a-apagao/ (abre em nova aba) · 🟢

  7. ABC News (Austrália), "Iranian official says verified deaths in Iran protests reach at least 5,000", 19 de janeiro de 2026. https://www.abc.net.au/news/2026-01-19/iranian-official-says-verified-deaths-in-iran-protests-5000/106246384 (abre em nova aba) · 🟢

  8. ABC News (EUA), "Bloody crackdown appears to have quelled Iran protests for now", 18 de janeiro de 2026. https://abcnews.com/International/bloody-crackdown-appears-quelled-iran-protests-now/story?id=129287014 (abre em nova aba) · 🟢

  9. Radio Free Europe/Radio Liberty (RFE/RL), "Iran Publishes Protest Death List, But Rights Groups Say Toll Is Far Higher", 2 de fevereiro de 2026. https://www.rferl.org/a/iran-protest-death-toll-ofogh-tv/33666963.html (abre em nova aba) · 🟡 (financiamento do governo dos EUA via U.S. Agency for Global Media, declarado)

  10. France24, "'Unprecedented mass killing': NGOs battle to quantify Iran crackdown scale", 4 de fevereiro de 2026. https://www.france24.com/en/live-news/20260204-unprecedented-mass-killing-ngos-battle-to-quantify-iran-crackdown-scale (abre em nova aba) · 🟢

  11. Human Rights Activists News Agency (HRANA), "The Crimson Winter: A 50-Day Record of Iran's 2025-2026 Nationwide Protests", 23 de fevereiro de 2026. https://www.hra-iran.org/the-crimson-winter-a-50-day-record-of-irans-2025-2026-nationwide-protests/ (abre em nova aba) · 🟡 (autoclassificado — ONG estadunidense de rede de ativistas dentro do Irã, sem financiamento do governo iraniano)

  12. CBS News, "Iran claims shopkeeper Erfan Soltani, detained during protests, was never facing execution", 13 de janeiro de 2026 (atualizada). https://www.cbsnews.com/news/iran-protests-trump-execution-warning-erfan-soltani-possible-hanging/ (abre em nova aba) · 🟢

  13. ABC News (Austrália), "UN expert says Iran's death toll is rising and there could be investigations into 'crimes against humanity'", 20 de janeiro de 2026 (atualizada em 23/01/2026). https://www.abc.net.au/news/2026-01-20/united-nations-iran-deaths-investigation-crimes-against-humanity/106238634 (abre em nova aba) · 🟢

  14. Amnesty International, "Iran: Authorities unleash heavily militarized clampdown to hide protest massacres", 23 de janeiro de 2026. https://www.amnesty.org/en/latest/news/2026/01/iran-authorities-unleash-heavily-militarized-clampdown-to-hide-protest-massacres/ (abre em nova aba) · 🟢

  15. OHCHR, "Human Rights Council to Hold Special Session on Iran on 23 January 2026", press release. https://www.ohchr.org/en/press-releases/2026/01/human-rights-council-hold-special-session-iran-23-january-2026 (abre em nova aba) · 🟢 — conteúdo confirmado por leitura direta na checagem factual desta apuração (pedido formal apresentado em 20 de janeiro de 2026 por Islândia, Alemanha, Macedônia do Norte, Moldávia e Reino Unido, com apoio de 21 Estados-membros e 30 observadores; corroborado também pelo registro da UN Geneva e do Universal Rights Group).

  16. Síntese de reportagens sobre o caso Erfan Soltani (CNN, 18/01/2026; CBS News, 13–15/01/2026; comunicado do governo da Noruega; Guardian, 15/01/2026). 🔍 verificação pendente — conteúdo reconstruído por síntese de busca cruzando múltiplas reportagens, sem leitura direta da matéria da CNN nem do comunicado norueguês; nenhuma citação literal desta nota é apresentada entre aspas.

  17. Human Rights Watch, "Iran: Human Rights Situation Spirals Deeper into Crisis", 4 de fevereiro de 2026. https://www.hrw.org/news/2026/02/04/iran-human-rights-situation-spirals-deeper-into-crisis (abre em nova aba) · 🟢

  18. CNN Brasil, "Da esperança ao apagão: Iranianos relatam repressão violenta de protestos", 25 de janeiro de 2026. https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/da-esperanca-ao-apagao-iranianos-relatam-violencia-em-meio-aos-protestos/ (abre em nova aba) · 🟢

  19. Achado sem atribuição a fonte nomeada nesta apuração — leitura recorrente entre agregadores de notícias sobre erosão de apoio dos bazaaris ao regime iraniano, reconstruída por síntese de busca; não localizamos o nome do analista original. 🔍 verificação pendente.

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