O que é o Islã (fundamentos)Revisado em 8 de setembro de 2026
Os ramos do Islã: de onde vêm as divisões e o que separa cada um
Sunismo, xiismo, ibadismo e sufismo nasceram de uma disputa política do século VII sobre quem sucederia Maomé, e não de uma divergência teológica. As diferenças de doutrina (o imamato xiita, a hierarquia do clero, a leitura de versículos-chave) vieram depois, ao longo de séculos. Hoje a distância política entre os ramos costuma ser maior que a doutrinária, e é a política que leva Estados e grupos armados a transformar divergência em crime.
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Os principais ramos do Islã são o sunismo, o xiismo (com os sub-ramos duodecimano, ismaelita e zaidita) e o ibadismo. O sufismo é uma dimensão devocional que atravessa os dois primeiros. Nenhum deles nasceu de um desacordo sobre o que Deus quer. Nasceram de uma disputa concreta, em 632, sobre quem tinha autoridade para suceder Maomé à frente da comunidade2. Essa disputa inicial era política, e não teológica. Ao longo dos séculos, as tradições acumularam diferenças de doutrina reais: o estatuto do imamato, a hierarquia do clero xiita, a leitura de versículos específicos do Alcorão. Por isso a distância doutrinária entre sunitas e xiitas costuma ser menor que a distância política entre eles. E é a política que leva Estados e grupos armados a transformar divergência em crime, exclusão legal ou alvo de ataque.
Quem sucede Maomé: Saqifa e Ghadir Khumm
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Nem o Alcorão nem as coleções de hadith mais aceitas pelo sunismo fixam de forma inequívoca como se daria a sucessão política de Maomé2. Por isso a disputa girou em torno de dois episódios históricos, a reunião na Saqifa Bani Sa'ida e o pronunciamento de Ghadir Khumm, e não da leitura de um único versículo.
Maomé morreu em Medina, em 6322. Enquanto Ali ibn Abi Talib, primo e genro do profeta, cuidava do funeral, um grupo de líderes da comunidade se reuniu na Saqifa Bani Sa'ida e escolheu como sucessor Abu Bakr, companheiro próximo de Maomé23. Segundo fontes secundárias, Bukhari registra a versão de Umar ibn al-Khattab sobre o episódio, mas não encontramos, nesta apuração, o número desse hadith3.
A cisão começa nesse episódio, e não numa disputa teológica. Um grupo aceitou como legítima a escolha feita na Saqifa. Outro, que ficaria conhecido como shi'at Ali ("o partido de Ali"), defendeu que a liderança cabia a Ali por designação, e não por eleição.
A tradição xiita também apoia essa designação num episódio conhecido como Ghadir Khumm. Ele é situado em 18 de Dhu'l-Hijjah do ano 10 da Hégira (16 de março de 632), num oásis na rota entre Meca e Medina, na volta da Peregrinação de Despedida55. Segundo a tradição xiita, foi ali que Maomé anunciou a autoridade de Ali sobre a comunidade muçulmana. Muitas autoridades sunitas também reconhecem Ghadir Khumm como o local de um pronunciamento do profeta sobre Ali, mas não o leem como uma investidura política55.
Um ponto costuma se perder nesse debate: o episódio não é uma alegação só xiita, contestada pelos sunitas. Ele está registrado com fartura em fontes sunitas. Segundo a Encyclopaedia Iranica, algumas das maiores coleções de material sobre Ghadir Khumm estão justamente em três fontes sunitas: o Musnad de Ahmad ibn Hanbal, o Tarikh Madinat Dimashq de Ibn Asakir e o al-Bidaya wa'l-nihaya de Ibn Kathir55. A divergência não é sobre se o episódio aconteceu, e sim sobre o que ele significou: um pronunciamento sobre Ali ou a designação política de um sucessor.
A tradição xiita também liga essa designação a um versículo do Alcorão, o 5:55. Na tradução de Samir El Hayek, o texto-base que usamos: "Vossos reais confidentes são: Deus, Seu Mensageiro e os fiéis que observam a oração e pagam o zakat, genuflectindo-se ante Deus"1. Comparamos essa tradução com a de Helmi Nasr, publicada sob a chancela da Liga Islâmica Mundial, da Arábia Saudita, para o mesmo versículo: "Vossos aliados são, apenas, Allah e Seu Mensageiro e os crentes; aqueles que cumprem a oração e concedem as esmolas enquanto se curvam diante de Allah"60. Por trás de "confidentes" e de "aliados" está a mesma palavra árabe, wali (autoridade, amigo, protetor; a tradução varia). A comparação mostra que nenhuma das duas traduções escolhe o sentido de autoridade. El Hayek e Nasr traduzem o termo de forma coerente no 5:51 (que proíbe tomar judeus e cristãos por wali) e no 5:55, sempre no sentido de relação, nunca no de comando político160. A leitura sunita majoritária entende wali, nesse contexto, num sentido comunitário, que vale para todo fiel que reza e paga zakat. A leitura xiita, associada à ocasião de revelação ligada a Ghadir Khumm, entende wali como autoridade e guardião, e liga a "terceira autoridade" do versículo (depois de Deus e do Mensageiro) especificamente a Ali. Quem lê o 5:55 em qualquer uma das duas traduções de referência em português não encontra ali a palavra que sustentaria, sozinha, a leitura duodecimana: a divergência está na interpretação do termo árabe, e não na tradução para o português. Nesta apuração, não encontramos uma obra acadêmica, lida por inteiro, que trate essa distinção de leitura como consenso filológico fechado. Registramos o que cada tradição sustenta, e não uma conclusão filológica assentada.
Karbala: o evento fundador para a tradição xiita
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Karbala fica a cerca de 90 quilômetros a sudoeste de Bagdá. Em 61 AH (680), Husayn ibn Ali, filho de Ali e neto de Maomé, saiu de Medina rumo a Kufa, cujos habitantes o tinham convidado a liderar uma revolta contra os omíadas. Ia com 72 homens armados e algumas mulheres e crianças57. Foi interceptado antes de chegar e, depois de negociar, aceitou voltar a Medina57.
Ubayd Allah ibn Ziyad, governador omíada de Kufa, mandou então uma força de 4.000 homens sob o comando de Umar ibn Sa'd, com ordem de não deixar Husayn seguir sem jurar fidelidade ao califa Yazid. Husayn tentou se retirar sem fazer o juramento; Umar ibn Sa'd não cedeu57.
A batalha, desigual, aconteceu em 10 de Muharram, a Ashura. Segundo a tradição xiita, Husayn foi o último a morrer. O exército omíada saqueou o acampamento, decapitou os corpos e levou como prisioneiras as mulheres e crianças sobreviventes. Entre elas estava o filho de Husayn, Ali, que se tornaria o quarto Imã, Zayn al-Abidin57.
O verbete da Encyclopaedia Iranica sobre o episódio, assinado por Meir Litvak, resume seu peso doutrinário: a tragédia de Karbala tornou-se "o evento constitutivo do xiismo como religião e o símbolo da vitória da maioria opressora sobre os poucos justos, simbolizando tudo o que deu errado na história islâmica"57. É essa carga simbólica, e não só o fato histórico, que faz da Ashura o principal rito de luto xiita até hoje.
Sunismo: sem hierarquia central, com quatro escolas de direito
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A TDV İslâm Ansiklopedisi define ahl al-sunna wa-l-jama'a ("a gente da Sunna e da comunidade", nome que o sunismo dá a si mesmo) como os muçulmanos que seguem o caminho de Maomé e de seus companheiros nas questões fundamentais da religião. O termo aparece ligado pela primeira vez a Hasan al-Basri, morto em 7284. A posição sunita sobre a sucessão é a que já vimos acima: Maomé não deixou instrução explícita e vinculante sobre um sucessor, e a escolha feita na Saqifa é legítima. Ali é reconhecido como o quarto califa "corretamente guiado" (rashidun), e não como sucessor único designado por Deus42.
Quatro escolas jurídicas (madhhabs) organizam o direito sunita, cada uma predominante em regiões diferentes, segundo verbetes da TDV. A hanafi, fundada por Abu Hanifa (m. 767), é a mais espalhada geograficamente (Turquia, Ásia Central, subcontinente indiano, Balcãs). A maliki, de Malik ibn Anas (m. 795), predomina no Norte da África e na África Ocidental. A shafi'i, de al-Shafi'i (m. 820), predomina no Leste da África e no Sudeste Asiático. A hanbali, de Ahmad ibn Hanbal (m. 855), é a mais literalista, matriz doutrinária do wahhabismo, e predomina na Arábia Saudita e no Golfo5. Essas escolas, e a distinção entre sharia e fiqh que está por trás delas, têm tratamento próprio em Sharia vs. fiqh e em Fontes do fiqh. Não há percentual confiável de adesão a cada escola; há só a distribuição geográfica, sem números, descrita acima.
Além do direito, o sunismo desenvolveu escolas teológicas (kalam) distintas. O ash'arismo concilia revelação e razão numa posição moderada entre o racionalismo mu'tazilita e o literalismo salafista, e é reconhecido como escola distinta a partir do século XI. O maturidismo, de Abu Mansur al-Maturidi, se difundiu sobretudo entre os turcos. O atarismo é a Selefiyye clássica, que a TDV descreve como o método de juristas e tradicionistas ligado à escola dos companheiros de Maomé e de seus seguidores diretos. Sua linha continuou com Ibn Taymiyya e Ibn al-Qayyim até se tornar, com o wahhabismo, um movimento intelectual e político à parte6.
O sunismo não tem uma instituição central parecida com o Vaticano, nem um órgão, estatal ou não, que interprete e imponha um único conjunto de ensinamentos, segundo análise institucional do Carnegie Endowment for International Peace7. O Oasis Center confirma o ponto8. Isso não quer dizer que os ulemás sunitas não tenham nenhuma hierarquia interna. A diferença real com o xiismo duodecimano, tratada adiante, na seção sobre o marja'iyya, é de grau e de formalização, e não de presença contra ausência.
Xiismo duodecimano: o imamato e a ocultação
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O xiismo não é um bloco único. O ramo majoritário é o duodecimano (Ithna'ashariyya). Segundo o Pew Research Center, com dados de 2010, os xiitas somam entre 162 e 211 milhões de pessoas, de 10% a 13% da população muçulmana mundial. De 68% a 80% deles se concentram em quatro países: Irã, Paquistão, Índia e Iraque9.
A doutrina central do xiismo duodecimano é o imamato. A liderança da comunidade cabe só aos descendentes de Ali com Fátima, a começar por Ali, numa linha designada que vai até o décimo segundo Imã, Muhammad al-Mahdi. Segundo a doutrina, ele entrou em ocultação (ghayba) no século IX10. A ocultação tem duas fases. Na menor (ghayba sughra), do ano 260/874 ao 329/941, o Imã teve quatro representantes (safirs) sucessivos na terra. A maior (ghayba kubra) dura, segundo a doutrina, um tempo que só Deus conhece10.
O marja'iyya: uma diferença de grau
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A distinção entre crentes e ulemás existe tanto entre sunitas quanto entre xiitas, e é o ponto de partida para hierarquias internas entre os ulemás das duas tradições. Por isso, segundo Rainer Brunner, em verbete da Encyclopaedia Iranica, "a opinião difundida segundo a qual o Islã é uma religião sem sacerdócio, na qual o crente encara Deus diretamente, sem autoridade que intermedeie, não resiste à evidência histórica"56. As duas tradições têm hierarquia interna entre seus ulemás, mas foi o xiismo, e dentro dele especificamente a Imamiyya (o xiismo duodecimano), que "veio a ser percebido como" uma denominação estratificada, segundo o mesmo verbete56. A diferença, então, não é entre uma tradição com clero e outra sem clero. É de grau, de formalização e de institucionalização.
O princípio da a'lamiya ("o mais sábio") diz que o crente deve buscar o conselho do estudioso mais versado do seu meio. A concessão de autorização (ijaza) para exercer o ijtihad controlava o acesso aos círculos dos ulemás e reforçou essa estratificação interna. A soma dessas duas prerrogativas fez surgir, no século XIX, a ideia de um jurista imamita supremo, o marja al-taqlid. Muhammad Hasan Najafi (m. 1850) e Murtada Ansari (1799-1864) costumam ser considerados os primeiros a receber esse título56.
Não há processo formal de promoção a marja. Pelo consenso não escrito, o candidato precisa, como condição indispensável, ter publicado um tratado sobre a aplicação concreta da Sharia (risala 'amaliyya). Só juristas podem chegar ao posto: teólogos, comentadores do Alcorão e filósofos, por mais estimados que sejam, não são considerados56. Essa estrutura, junto com o taqlid (a obrigação de todo leigo duodecimano de escolher um grande aiatolá vivo como referência jurídica), dá ao xiismo duodecimano um peso institucional que hoje não tem equivalente formal no sunismo.
Mesmo essa formalização tem precedente sunita. A administração religiosa estatal duodecimana nasce quando os safávidas proclamam o xiismo duodecimano religião de Estado, e os cargos criados então (sadr, shaykh al-islam, qadi al-qudat, mulla-bashi) já tinham precedente na tradição sunita iraniana e otomana56.
Wilayat al-faqih: doutrina de uma corrente, não do xiismo
A wilayat al-faqih ("tutela do jurista") é a doutrina, formulada por Khomeini, segundo a qual, na ausência do Imã oculto, cabe ao jurista islâmico mais qualificado governar o próprio Estado. É a base constitucional da República Islâmica do Irã desde 19791162.
Ela não é doutrina do xiismo duodecimano como um todo. E nem para o próprio Khomeini a doutrina nasceu pronta, na forma em que o Estado iraniano viria a aplicá-la. Segundo Hamid Algar, em verbete assinado da Encyclopaedia Iranica, Khomeini esboçou pela primeira vez a tutela (welāyat) do mojtahed em 1945, no livro Kašf al-asrār. Ao formulá-la, ele "concede" que a ideia vinha sendo contestada "desde o primeiro dia"62. A versão de 1945 nem previa o que a República Islâmica adotaria depois: nela, uma assembleia de mojtaheds deveria se reunir para escolher um governante justo, e não governar ela mesma62. Só nas aulas que Khomeini deu em Najaf, entre 27 de janeiro e 8 de fevereiro de 1970, publicadas em livro com o título Ḥokumat-e eslāmi (1971), a doutrina passou a ser exposta, nas palavras de Algar, "em termos muito mais categóricos" do que vinte e cinco anos antes62. Nesta apuração, não encontramos fonte de qualidade suficiente para nomear autoridades duodecimanas vivas que hoje rejeitem a tutela do jurista, e por isso não as nomeamos aqui.
Ismaelismo: da cisão após Ja'far al-Sadiq aos ramos nizarita e musta'li
O ismaelismo se forma quando os xiitas imamitas se dividem, em meados do século II da Hégira (VIII d.C.), com a morte do sexto Imã, Ja'far al-Sadiq. Os primeiros ismaelitas traçam o imamato pela descendência de Isma'il ibn Ja'far al-Sadiq, que dá nome à Isma'iliyya. É o que diz o verbete sobre o ismaelismo da Encyclopaedia Iranica, uma entrada do tipo headword, sem autor único assinado58.
Hoje o ismaelismo é formado sobretudo pelos ramos nizarita e tayyibi musta'liano. Eles vivem como minorias religiosas em mais de vinte e cinco países da Ásia, do Oriente Médio, da África, da Europa e da América do Norte, e somam vários milhões de fiéis. O verbete não dá um número fechado, e nós também não damos58. No período fatímida, os ismaelitas tiveram Estado próprio (o califado fatímida) e escola jurídica própria, fundada sob os primeiros califas-imãs. Depois, os nizaritas fundaram seu próprio Estado na Pérsia e na Síria, liderados no início por Hasan Sabbah58.
Hoje, o que separa os dois ramos no plano institucional é a natureza do imamato. O nizarismo defende um Imã vivo e fisicamente presente (hazir imam), papel ocupado historicamente pela linhagem do Aga Khan. Karim Aga Khan, 49º Imã, morreu; seu filho, Rahim Aga Khan, o sucedeu em 4 de fevereiro de 2025 como Aga Khan V, o 50º Imã hereditário dos muçulmanos xiitas ismaelitas, segundo a Aga Khan Development Network63. O musta'lismo tayyibi defende que seu 21º Imã, al-Tayyib, entrou em ocultação física (satr) e é representado por um vigário (da'i mutlaq). Esse ramo se dividiu depois, a partir do século XVI, nas facções da'udi e sulaymani12.
O próprio verbete da Iranica faz uma observação de método. Até meados do século XX, os ismaelitas foram estudados quase só com base em evidências coletadas ou fabricadas por seus inimigos. Por isso circularam muitos mitos e lendas sobre suas doutrinas e práticas, tanto em sociedades muçulmanas quanto no Ocidente. Isso mudou com a recuperação de manuscritos ismaelitas autênticos, guardados em coleções privadas no Iêmen, na Síria, na Pérsia, na Ásia Central e no Sul da Ásia58.
Zaidismo: a corrente historicamente mais próxima do método sunita
O zaidismo predomina historicamente no norte do Iêmen. Segundo estimativa da Minority Rights Group, entre 35% e 45% da população iemenita é zaidita13. Na doutrina, o zaidismo rejeita a infalibilidade do imã, diferença central em relação ao duodecimanismo. Defende que qualquer descendente qualificado de Ali pode ser imã, e não uma linha fixa e designada, e adota a doutrina do khuruj (rebelião legítima contra governante injusto). Por isso, segundo a literatura consultada, é a corrente xiita historicamente mais próxima do sunismo em método jurídico14.
Os houthis do Iêmen seguem a doutrina zaidita, mas é contestada a ideia de que o movimento seja simples representante do Irã por influência religiosa direta. O zaidismo historicamente rejeita a doutrina imamita duodecimana do Irã, e a relação entre o Irã e os houthis é, segundo a mesma literatura, mais política e estratégica do que doutrinária14.
Ibadismo: um terceiro ramo, não uma dissidência do carijismo
O ibadismo é um terceiro ramo do Islã, ao lado do sunismo e do xiismo, e está presente hoje sobretudo em Omã. Segundo a TDV İslâm Ansiklopedisi, o nome vem de Abdullah ibn Ibad. Os próprios ibaditas se identificavam como Muhakkima-i Ula (os primeiros carijitas) e com termos como ahl al-iman wa'l-istiqama (povo da fé e da retidão). No Norte da África e em Omã, o nome era pronunciado Ebaziyye15.
A diferença entre o ibadismo e o carijismo histórico é precisa. O termo carijitas (khawarij) só passou a designar um grupo coeso a partir de 64 AH (684 d.C.), quando o movimento inicial, chamado al-Muhakkima, se dividiu numa facção moderada, a dos ibaditas, e em facções violentas, como a Azraqiyya, a Sufriyya e a Najadat16. O que separa as duas vertentes é doutrina e prática. O ibadismo primitivo era marcado por um quietismo que rejeitava a insurreição armada e o assassinato político como tática. As facções radicais agiam de outro modo: a Azraqiyya, por exemplo, aceitava violência contra não combatentes e contra apóstatas declarados por um takfir (declarar outro muçulmano infiel) amplo16. Estudiosos contemporâneos consideram inadequado associar automaticamente o ibadismo moderado ao carijismo extremista clássico16.
Omã tem a maior concentração de ibaditas do mundo. No país, segundo estimativa disponível, ibaditas e sunitas têm número aproximadamente igual, cerca de 45% cada17. Há populações menores na Ilha de Djerba (Tunísia), no Jebel Nafusa (Líbia), no Vale do Mzab (Argélia) e em Zanzibar; a população mozabita, no Mzab argelino, é estimada entre 150 mil e 300 mil. A estimativa global fica em torno de 2,72 milhões de ibaditas, dos quais cerca de 250 mil fora de Omã17.
Hoje, "carijita" é sobretudo um insulto que jihadistas usam contra outros jihadistas. Segundo policy brief de Mohamed Bin Ali para a S. Rajaratnam School of International Studies, rebeldes sírios e a Jabhat al-Nusra (afiliada da Al-Qaeda) chamaram o Estado Islâmico de "khawarij" para deslegitimá-lo politicamente. O rótulo carrega a ideia de extremismo e desvio, sobretudo a tendência de fazer takfir de muçulmanos não por pecados que o justificariam, mas por exclusivismo político18. Esse uso é diferente, e mais recente, da autoidentificação histórica ibadita, que reivindica só a vertente moderada e quietista do movimento original, nunca as facções violentas.
Sufismo: uma dimensão devocional, não um ramo paralelo
O sufismo não é um ramo paralelo ao sunismo e ao xiismo. É uma dimensão mística e devocional presente dentro dos dois. A TDV İslâm Ansiklopedisi distingue o tasavvuf do misticismo em geral pela prática ativa sob a orientação de um guia (xeique ou murshid), pelas cadeias de transmissão (silsila) que remontam ao Profeta e por ter etiqueta, ritual e recitações próprias de uma via (tariqa)19.
A maioria das ordens sufis que historicamente seguiram de perto as regras da Sharia é de origem sunita, mas algumas surgiram em regiões xiitas. A Safawiyya e a Ni'matullahiyya se "xiitizaram" com o tempo, assim como partes da Kubrawiyya, nos ramos Dhahabiyya e Nurbakhshiyya19. Como o sufismo pertence às duas tradições, sunita e xiita, não dá para tratá-lo como um terceiro ramo no mesmo plano dos outros.
O sufismo tem história própria, inclusive militante em certos períodos e lugares, e não deve ser tratado como sinônimo de "Islã pacífico". Nesta apuração, não encontramos um caso específico e citável de sufismo militante para ilustrar esse lado da história. Registramos o ponto como princípio e não inventamos um exemplo que não temos.
O que está bem documentado é a hostilidade no sentido oposto. Para salafistas e wahhabitas, venerar santos e mausoléus é idolatria (shirk), e essa doutrina tem consequências práticas. Em Timbuctu, no Mali, em 2012, combatentes do Ansar Dine, ligado à Al-Qaeda, destruíram mausoléus classificados como Patrimônio Mundial da UNESCO. Segundo reportagem da France 24 e publicação do Getty Institute, 14 dos 16 mausoléus de santos inscritos na lista foram completamente destruídos, três mesquitas ficaram gravemente danificadas e 4.203 manuscritos antigos se perderam2021. O grupo proibiu visitas aos túmulos por considerá-las prática idólatra.
Em 24 de novembro de 2017, no Sinai, no Egito, um ataque à mesquita sufi de al-Rawda, da ordem Jaririya, matou pelo menos 235 pessoas, segundo o primeiro balanço da Human Rights Watch. Balanços consolidados chegaram a 305-311 mortos. Foi o atentado mais mortal da história moderna do Egito2223. Em 16 de fevereiro de 2017, um atentado suicida no santuário sufi de Lal Shahbaz Qalandar, na cidade paquistanesa de Sehwan, durante o ritual noturno dhamaal, matou entre 83 (segundo o Dawn) e 88 pessoas (segundo o Dunya News) e deixou mais de 250 feridos. O Estado Islâmico reivindicou o ataque242526.
Alevismo e alauísmo: nomes parecidos, grupos diferentes
A própria TDV, no verbete "Alevî", observa que os alevis turcos costumam ser considerados xiitas, mas que certas correntes xiitas batinistas e grupos como os nusayris (alauítas) e os kızılbaş também usaram historicamente essa mesma designação27. No passado, a fronteira entre esses rótulos era mais porosa do que a separação que fazemos hoje. Isso só reforça a necessidade de separar com clareza o alevismo turco-anatólio atual do alauísmo sírio.
Alevismo, na Turquia
Não há base censitária confiável sobre o alevismo turco: a própria Turquia não faz censo étnico ou religioso desde 1965. A Minority Rights Group estima entre 10% e 20% da população turca. Uma fonte adicional menciona estimativas de até 40% em cenários extremos e números absolutos de 20 a 25 milhões de pessoas28. A prática central é o cem, uma cerimônia de reunião da comunidade realizada em cemevis. Há indício, numa fonte turca não plenamente catalogada, de que a palavra cem vem da mesma raiz da palavra árabe para mesquita, jama/cami29.
No direito turco, as cemevis não têm status de local de culto, ou seja, não são reconhecidas como espaço dedicado à prática religiosa em sentido estrito. Segundo os autores do estudo, no discurso oficial a diferença entre alevismo e sunismo é tratada como cultural, e não religiosa30. Dois julgamentos do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos tratam do tema, com decisões de estrutura diferente. No caso Cumhuriyetçi Eğitim ve Kültür Merkezi Vakfı v. Turquia, queixa n.º 32093/10, acórdão de 2 de dezembro de 2014, o tribunal fez uma única constatação combinada: violação do artigo 14 (proibição de discriminação) em conjunto com o artigo 9 (liberdade de religião) da Convenção Europeia. O artigo 14 não é autônomo; só se aplica combinado com outro direito substantivo61. No caso İzzettin Doğan e Outros v. Turquia, queixa n.º 62649/10, acórdão da Grande Câmara de 26 de abril de 2016, o tribunal fez duas constatações distintas: por 12 votos a 5, violação do artigo 9 isoladamente; por 16 a 1, violação do artigo 14 combinado com o artigo 9-1. O processo tratava da recusa da Turquia em estender aos alevis o mesmo serviço público religioso (financiamento, reconhecimento de clero) oferecido só à maioria sunita3132.
A perseguição a alevis na Turquia também tem um histórico de violência à margem da lei. No massacre de Maraş, em dezembro de 1978, morreram entre 105 e 111 pessoas, num ataque atribuído aos Lobos Cinzentos que tinha como alvo declarado alevis identificados como comunistas33. No massacre de Sivas, em 2 de julho de 1993, um incêndio criminoso num hotel onde se reuniam intelectuais alevis matou 33 intelectuais e dois funcionários do hotel. A USCIRF documenta o episódio como marco da perseguição histórica aos alevis na Turquia3435.
Alauísmo, na Síria
Os próprios seguidores preferem o nome "alauíta" ("seguidores de Ali"), adotado no início do século XX para ressaltar os laços do grupo com o primeiro Imã dos xiitas, Ali ibn Abi Talib. O termo "nusayri" aparece sobretudo em fontes de fora do grupo, e não nas suas próprias, segundo o verbete "NOṢAYRIS" da Encyclopaedia Iranica, assinado por Meir Michael Bar-Asher59. Por isso escrevemos "alauítas" e reservamos "nusayri" para quando o assunto é o próprio nome.
O verbete define o grupo como seguidores de "uma religião sincrética com estreita afinidade com o xiismo, cujos adeptos vivem sobretudo na Síria e no sudeste da Turquia"59. Sobre o tamanho da comunidade, é preciso cuidado redobrado. O verbete, publicado em 2003, registra que os alauítas eram então a maior minoria da Síria, "mais de um milhão de pessoas — cerca de 12% da população"59. Essa cifra é de 2003. Depois de 2011 a demografia síria mudou radicalmente, e não a apresentamos como número atual. Os alauítas vivem sobretudo nas áreas montanhosas de Latakia (o Jabal al-Ansariyya, hoje mais chamado de Jabal al-Alawiyin), onde eram, na mesma data, perto de dois terços da população local59.
A origem do nome e da seita é tema de debate acadêmico. A hipótese que o verbete da Iranica considera mais provável liga o nome a Abu Shu'ayb Muhammad ibn Nusayr al-Namiri, discípulo do décimo e do décimo primeiro Imãs duodecimanos. Mas o verdadeiro fundador e divulgador da fé parece ter sido Abu Abd Allah Husayn ibn Hamdan al-Khasibi, morto em 345/956-957 ou 358/96959.
O erro mais citado na própria literatura acadêmica sobre o tema é confundir a comunidade alauíta com o regime da família Assad. Juan Cole, professor de História na Universidade de Michigan, afirma que o apoio do Irã à Síria é pragmático, e não religioso. Para ele, a chegada ao poder de uma família de origem alauíta (Hafez al-Assad em 1970, sucedido por Bashar al-Assad) não deve ser confundida com a tradição teológica alauíta em si, nem tomada como representativa da comunidade alauíta como um todo37. O Foreign Policy Research Institute reforça o ponto: a visibilidade política do grupo às vezes ofusca a tradição religiosa e reduz uma teologia complexa a nota de rodapé da análise geopolítica36.
Ahmadiyya: a divergência sobre o fim da profecia
O movimento Ahmadiyya, fundado por Mirza Ghulam Ahmad, dividiu-se em 1914, após a morte de Hakeem Noor-ud-Din, seu primeiro califa. De um lado ficou o grupo de Qadian (majoritário, sob Mahmud Ahmad); do outro, o grupo de Lahore (liderado por Maulana Muhammad Ali). É o que registra o verbete de referência da TDV İslâm Ansiklopedisi sobre o movimento6438. A disputa era sobre a natureza da profecia de Ghulam Ahmad. O grupo de Lahore sustenta que ele não foi profeta em sentido pleno, mas Messias Prometido e Mahdi, o que é compatível com a finalidade da profecia de Maomé. O grupo de Qadian sustenta que ele foi um tipo de profeta, sem lei própria e subordinado a Maomé38.
No Paquistão, o artigo 260(3) da Constituição, na redação de 1985, traz duas definições. A alínea (a) define "muçulmano" como quem crê na finalidade absoluta e incondicional da profecia de Maomé. A alínea (b) define "não muçulmano" incluindo cristãos, hindus, sikhs, budistas e parses e, na grafia do próprio texto legal (que escreve "Quadiani", com U), "uma pessoa do Grupo Quadiani ou do Grupo Lahori que se autodenominam 'Ahmadis' ou por qualquer outro nome, ou a Bahai"39. Na mesma frase, o dispositivo alcança também os bahá'ís, cuja perseguição no Irã tratamos adiante, na seção "Quem persegue quem". A Ordenança XX de 1984 incluiu no Código Penal os artigos 298-B e 298-C, que proíbem ahmadis de usar termos e práticas islâmicas (chamar-se muçulmano, usar o azan, chamar seu local de culto de mesquita), com pena de até três anos4041. "Quadiani" é o nome usado na lei paquistanesa, mas a comunidade o rejeita e se chama Ahmadiyya Muslim Jama'at. Por isso a carga do termo precisa ser dita, e não presumida39.
Os números de ahmadis no Paquistão variam muito conforme a fonte, e há uma explicação para isso. O censo oficial de 2023 registrou 162.700 ahmadis; estimativas da própria comunidade vão de 400 mil a 600 mil; a USCIRF estima 4 milhões. A distância entre esses números é atribuída ao boicote da comunidade ao censo, por medo de discriminação49. No mundo, a mesma fonte estima "mais de 10 milhões" de ahmadis, também sem base censitária49.
A perseguição a ahmadis é tratada em detalhe em Apostasia e blasfêmia e em Takfir. Aqui registramos só a origem doutrinária da divisão, sua base legal e a incerteza sobre os números.
Quem persegue quem
A divergência entre ramos vira crime, exclusão legal ou alvo de ataque em contextos concretos, e em mais de uma direção. Em cada caso, nomeamos o Estado, a lei ou o grupo armado. Nunca tratamos "os sunitas" ou "os xiitas" como agentes.
Paquistão. Desde a Constituição na redação de 1985 e a Ordenança XX de 1984, ahmadis estão proibidos de se chamar muçulmanos, de usar o azan e de chamar seu templo de mesquita, sob pena de até três anos de prisão394041. Em 2025, a USCIRF documenta demolição de mesquitas ahmadis, mortes em ataques a mesquitas, exclusão de leilões de propriedade e prisões por rezar em casa42.
Malásia. Uma fatwa do Conselho Nacional de Fatwa, de 1996, declarou o xiismo "desviante" e proibiu sua propagação, revogando uma decisão de 1984 que havia permitido a prática. Dez ou onze dos catorze estados a implementaram por meio do Syariah Criminal Offences Act. A pena vai de multa de até RM 3.000 a até dois anos de prisão43.
Irã. Segundo a IranWire, nenhuma das 3.439 mesquitas registradas em Teerã é sunita, embora a capital tenha uma população sunita estimada em cerca de 1 milhão de pessoas. No país, os sunitas seriam entre 9 e 18 milhões, de 9% a 20% da população, e não há censo oficial desde 19494445. A USCIRF também documenta, em 2025, a execução de um líder religioso sunita em Mashhad por atividade religiosa. Há relatos de que agentes de inteligência teriam zombado da fé dele antes da execução46.
A Constituição iraniana de 1979 não reconhece os bahá'ís como minoria religiosa protegida, ao contrário de zoroastristas, judeus e cristãos. Nesta apuração, não localizamos o dispositivo constitucional exato. Entre junho e novembro de 2025, a USCIRF documentou mais de 750 atos de perseguição contra bahá'ís cometidos por autoridades iranianas, o triplo do mesmo período de 2024. Essas autoridades tratam a comunidade como "seita desviante do Islã" e a sujeitam a fechamento de negócios, exclusão do ensino superior e prisões46.
Arábia Saudita. Não há uma lei única que se possa citar, mas a prática está documentada. Em relatório de 2009 ("Denied Dignity"), a Human Rights Watch registra discriminação sistemática contra xiitas, sobretudo nas regiões de Qatif e al-Ahsa, no emprego e na promoção a cargos de segurança, defesa e Guarda Nacional, apesar de haver assentos eleitos por xiitas em conselhos municipais nas regiões onde são maioria4748.
Turquia. No direito turco, as cemevis alevis não têm status de local de culto30. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou a Turquia por isso em dois julgamentos. Em 2014, porque o país negou a uma cemevi a isenção da conta de luz que dá aos locais de culto, o que o tribunal chamou de discriminação por religião6165. Em 2016, porque recusou aos alevis o serviço público religioso oferecido só à maioria sunita, violando a liberdade de religião e a proibição de discriminação3132.
Grupos jihadistas sunitas. O Estado Islâmico, a Al-Qaeda e afiliados como o Ansar Dine, o Lashkar-e-Jhangvi e o Estado Islâmico-Khorasan não agem com base em lei, e sim na doutrina do takfir, que aplicam a xiitas, a sufis e a muçulmanos que consideram "insuficientemente" ortodoxos. Os ataques a Timbuctu (2012), ao Sinai (2017) e a Sehwan (2017), descritos acima, são casos documentados dessa doutrina em ação20212223242526. O mecanismo doutrinário por trás desses ataques e os números agregados de vítimas muçulmanas do jihadismo têm tratamento próprio em Takfir e em Vítimas muçulmanas do jihadismo.
O Islã no Brasil: não há números por ramo
O Censo Demográfico 2010 do IBGE registrou 35.166 ou 35.167 muçulmanos autodeclarados no Brasil, sem nenhuma divisão por ramo. A pequena diferença vem de reportagens secundárias que remetem à mesma tabela do IBGE5051.
O que existe é pesquisa acadêmica qualitativa, não censitária. Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto, professor associado de Antropologia na Universidade Federal Fluminense e coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio, faz pesquisa de campo desde 2003 em comunidades muçulmanas no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Curitiba e em Foz do Iguaçu52. Segundo essa pesquisa, as instituições dessas comunidades se definem pela identidade confessional específica de seus membros (sunita, xiita ou drusa), e a maior concentração de xiitas está em São Paulo e na região Sul, sobretudo em Curitiba e em Foz do Iguaçu53. Isso descreve onde cada ramo se concentra, mas não dá um número de pessoas por ramo. Esse dado não existe.
Outra pesquisa acadêmica, sobre práticas alimentares (halal e haram) em comunidades sunitas e xiitas do Rio de Janeiro, mostra o mesmo quadro: a pesquisa brasileira sobre o tema existe, mas é qualitativa, feita comunidade a comunidade, e não censitária54. Por isso não há base para nenhum percentual de xiitas ou de sunitas no Brasil, e não estimamos um número que não temos.
Por que isso importa aqui
Quando um Estado transforma o pertencimento a um ramo em critério legal, a divergência teológica deixa de ser uma disputa entre tradições e vira desigualdade jurídica entre cidadãos. É o que faz o Paquistão ao definir na Constituição quem conta como muçulmano, a Malásia ao proibir por fatwa a propagação do xiismo e o Irã ao não licenciar nenhuma mesquita sunita na capital. Só num Estado laico a pergunta "quem tem razão" continua sendo uma disputa, e nunca um crime.
Leia antes
- Os seis artigos da fé — descreve o que se crê, antes de entrar em quem discorda de quem.
- Vida de Maomé — termina exatamente na crise sucessória; continuamos aqui o fio que fica em aberto ali.
- Sharia vs. fiqh — a distinção entre lei revelada e direito humano é pressuposta ao falar de escolas jurídicas.
Leia depois
- Takfir — o mecanismo doutrinário por trás dos ataques contra xiitas e sufis citados acima.
- Vítimas muçulmanas do jihadismo — números e casos de vítimas muçulmanas de grupos jihadistas sunitas.
- Apostasia e blasfêmia — a perseguição a ahmadis, em detalhe.
- Correntes modernas (a escrever) — salafismo, wahhabismo, Deobandi e a Irmandade Muçulmana são movimentos dentro do sunismo, não ramos à parte.
Fontes
Fontes
Alcorão 5:55, tradução de Samir El Hayek (1974), via api.quran.com. https://api.quran.com/api/v4/quran/translations/43?verse_key=5:55 (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente; texto-base da casa.
↩TDV İslâm Ansiklopedisi, "ŞÎA". https://islamansiklopedisi.org.tr/sia (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente.
↩Referências convergentes a Sahih al-Bukhari sobre o período pós-morte de Maomé, via sunnah.com. https://sunnah.com (abre em nova aba) · 🔍 acesso indireto via busca; número exato do hadith não confirmado nesta apuração — paráfrase, sem citação literal.
↩TDV İslâm Ansiklopedisi, "EHL-i SÜNNET", Yusuf Şevki Yavuz, 1994. https://islamansiklopedisi.org.tr/ehl-i-sunnet (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente.
↩TDV İslâm Ansiklopedisi, "EBÛ HANÎFE" e verbetes correlatos sobre as quatro escolas jurídicas sunitas. https://islamansiklopedisi.org.tr/ebu-hanife (abre em nova aba) · 🔍 via resumo de busca, não lido diretamente nesta apuração — paráfrase, sem citação literal.
↩TDV İslâm Ansiklopedisi, verbetes "EŞ'ARİYYE", "MÂTÜRÎDİYYE" e "SELEFİYYE". https://islamansiklopedisi.org.tr/esariyye (abre em nova aba) · https://islamansiklopedisi.org.tr/maturidiyye (abre em nova aba) · https://islamansiklopedisi.org.tr/selefiyye (abre em nova aba) · 🔍 via resumo de busca, não lido diretamente nesta apuração — paráfrase, sem citação literal.
↩Carnegie Endowment for International Peace, "Leading From Everywhere: The History of Centralized Islamic Religious Authority". https://carnegieendowment.org/posts/2015/06/leading-from-everywhere-the-history-of-centralized-islamic-religious-authority (abre em nova aba) · 🟢 think tank de política externa estabelecido, artigo analítico.
↩Oasis Center, "Sunni Islam and Authority's Plurality". https://www.oasiscenter.eu/en/sunni-islam-many-authorities (abre em nova aba) · 🟡 think tank de estudos inter-religiosos vinculado à Igreja Católica italiana, não catalogado em
↩docs/FONTES.md.Pew Research Center, "Mapping the Global Muslim Population" (7 de outubro de 2009) e "The Future of the Global Muslim Population — Sunni and Shia" (27 de janeiro de 2011, dados de 2010). https://www.pewresearch.org/religion/2009/10/07/mapping-the-global-muslim-population/ (abre em nova aba) · https://www.pewresearch.org/religion/2011/01/27/future-of-the-global-muslim-population-sunni-and-shia/ (abre em nova aba) · 🟢.
↩Encyclopaedia Iranica, "ESCHATOLOGY iii. Imami Shiʿism", M. A. Amir-Moezzi, vol. VIII/6, pp. 575-581. https://www.iranicaonline.org/articles/eschatology-iii/ (abre em nova aba) · 🔍 reaproveitada de outro dossiê do site; não relida diretamente nesta apuração — paráfrase, sem citação literal.
↩War on the Rocks, "Post-Sistani Iraq, Iran, and the Future of Shia Islam" (2016). https://warontherocks.com/2016/09/post-sistani-iraq-iran-and-the-future-of-shia-islam/ (abre em nova aba) · 🟡 publicação especializada em segurança e política externa, não catalogada em
↩docs/FONTES.md; sustenta apenas a afirmação geral de que a wilayat al-faqih é a base constitucional da República Islâmica desde 1979, ao lado de 62. A divergência interna quanto à aplicação da doutrina está sustentada em 62.Encyclopaedia Iranica, "ISMAʿILISM xvi. Modern Ismaʿili Communities" / "xvii. The Imamate in Ismaʿilism". https://www.iranicaonline.org/articles/ismailism-xvi-modern-ismaili-communities/ (abre em nova aba) · 🔍 não aberto diretamente nesta apuração — paráfrase, sem citação literal.
↩Minority Rights Group, "Zaydi Shi'a in Yemen". https://minorityrights.org/communities/zaydi-shia/ (abre em nova aba) · 🟢 ONG de referência em direitos de minorias.
↩Fontes convergentes sobre doutrina zaidita e a relação com o Irã (Wilson Center, Sana'a Center, Oasis Center), nenhuma lida por inteiro nesta apuração. 🔍 ⚠️ fonte não catalogada em
↩docs/FONTES.md— paráfrase, sem citação literal; recomendamos ancorar este ponto numa fonte única, lida diretamente, antes de nova publicação sobre o tema.TDV İslâm Ansiklopedisi, "İBÂZIYYE", Ethem Ruhi Fığlalî. https://islamansiklopedisi.org.tr/ibaziyye (abre em nova aba) · 🔍 localizado via busca; leitura direta não confirmada nesta apuração — paráfrase, sem citação literal.
↩Fonte acadêmica sobre a divisão histórica entre al-Muhakkima, ibaditas e facções carijitas radicais, localizada via busca, sem autor individual identificado com segurança nesta apuração. 🔍 ⚠️ recomendamos fonte primária substituta (por exemplo, o verbete "Khāridjites" da Encyclopaedia of Islam, Brill) antes de nova publicação sobre o tema — paráfrase, sem citação literal.
↩Fontes convergentes sobre geografia e população ibadita, nenhuma lida por inteiro nesta apuração; população tratada como estimativa. 🔍 ⚠️ — paráfrase, sem citação literal.
↩Bin Ali, Mohamed, "Labelling IS Fighters: Khawarij, Not Jihadi-Salafis", RSIS Commentary CO18063, S. Rajaratnam School of International Studies, Universidade Tecnológica de Nanyang, 2018. https://rsis.edu.sg/rsis-publication/rsis/co18063-labelling-is-fighters-khawarij-not-jihadi-salafis/ (abre em nova aba) · 🟢 think tank acadêmico estabelecido, autor identificado.
↩TDV İslâm Ansiklopedisi, "TASAVVUF". https://islamansiklopedisi.org.tr/tasavvuf (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente.
↩France 24, "Ansar Dine Islamists destroy mausoleums in Timbuktu" (30 de junho de 2012). https://www.france24.com/en/20120630-ansar-dine-islamists-destroy-mausoleums-timbuktu-tuaregs-mnla-aqim-qaeda-sidi-mahmoud (abre em nova aba) · 🟢 serviço público internacional francês.
↩Getty Institute, "Cultural Heritage at Risk in Mali: The Destruction of Timbuktu's Mausoleums of Saints". https://www.getty.edu/publications/cultural-heritage-mass-atrocities/part-2/14-assomo/ (abre em nova aba) · 🟢 publicação de instituição acadêmica/museológica de referência.
↩Human Rights Watch, "Egypt: Sinai Attack Inflicts Horrendous Civilian Toll" (24 de novembro de 2017). https://www.hrw.org/news/2017/11/24/egypt-sinai-attack-inflicts-horrendous-civilian-toll (abre em nova aba) · 🟢.
↩NBC News, "Egypt mosque attack: Death toll rises, officials say militants brandished ISIS flag". https://www.nbcnews.com/storyline/isis-terror/egypt-reels-death-toll-rises-mosque-attack-which-militants-brandished-n823871 (abre em nova aba) · 🟢.
↩Dawn.com, "Death toll from attack at Lal Shahbaz Qalandar shrine climbs to 83", 17 de fevereiro de 2017. https://www.dawn.com/news/1315329 (abre em nova aba) · 🟢 jornal paquistanês de referência — 83 mortos e mais de 250 feridos no balanço da noite de sexta-feira. Lida diretamente em 23 de setembro de 2026.
↩Dunya News, "Death toll in attack on Lal Shahbaz Qalandar shrine rises to 88". https://dunyanews.tv/en/Pakistan/375509-Death-toll-in-attack-on-Lal-Shahbaz-Qalandar-shrin (abre em nova aba) · 🟢.
↩Al Jazeera, "Blast hits Pakistan's Lal Shahbaz Qalandar Sufi shrine" (17 de fevereiro de 2017). https://www.aljazeera.com/news/2017/2/17/blast-hits-pakistans-lal-shahbaz-qalandar-sufi-shrine (abre em nova aba) · 🟡 viés declarado em
↩docs/FONTES.md(financiamento estatal catari); usada aqui apenas para corroborar a reivindicação de autoria do Estado Islâmico.TDV İslâm Ansiklopedisi, "ALEVÎ", Ahmet Yaşar Ocak, 1989. https://islamansiklopedisi.org.tr/alevi (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente.
↩Minority Rights Group, "Alevis in Türkiye". https://minorityrights.org/communities/alevis/ (abre em nova aba) · 🟢.
↩Fonte turca sobre a etimologia de "cem"/cemevi, não catalogada, localizada via busca. 🔍 ⚠️ recomendamos fonte acadêmica mais firme antes de nova publicação sobre o tema — paráfrase, sem citação literal.
↩Omur Aydin e Bulut Gurpinar, "The Right to Have Places of Worship: The Cemevi Case in Turkey", Religions (MDPI), v. 13, n. 8, 19 de agosto de 2022, DOI 10.3390/rel13080758, licença CC BY 4.0. https://www.mdpi.com/2077-1444/13/8/758 (abre em nova aba) · 🟡 periódico de acesso aberto com reputação editorial mista na comunidade acadêmica — resumo lido diretamente em 10 de setembro de 2026, que afirma, na letra: “Cemevis, which Alevis accept as their places of worship, do not have the status of a place of worship in Turkey”, e que, no discurso oficial, a diferença entre alevismo e sunismo é tratada em perspectiva cultural, não religiosa. ⚠️ Escopo estrito: o corpo do artigo não foi lido; a nota sustenta apenas a ausência de status de local de culto, não o conteúdo dos julgamentos do TEDH.
↩ECHR/HUDOC, İzzettin Doğan and Others v. Turkey [Grande Câmara], aplicação 62649/10, julgamento de 26 de abril de 2016, campo "conclusion". https://hudoc.echr.coe.int/eng?i=002-11135 (abre em nova aba) · 🟢 lido nesta revisão, via complemento de apuração — confirma duas constatações distintas: violação do artigo 9 e violação do artigo 14 combinado com o artigo 9-1.
↩Strasbourg Observers, "Grand Chamber Judgment in Izzettin Doğan and Others v. Turkey: More Than a Typical Religious Discrimination Case" (18 de julho de 2016). https://strasbourgobservers.com/2016/07/18/grand-chamber-judgment-in-izzettin-dogan-and-others-v-turkey-more-than-a-typical-religious-discrimination-case/ (abre em nova aba) · 🟡 blog acadêmico de análise jurídica do TEDH, mantido pela Universidade de Ghent — referência estabelecida na doutrina de Direito Europeu de Direitos Humanos, não catalogada em
↩docs/FONTES.md.Armenian Weekly, "Alevis in Turkey: A History of Persecution" (21 de novembro de 2016), sobre o massacre de Maraş de dezembro de 1978. https://armenianweekly.com/2016/11/21/alevis-in-turkey-a-history-of-persecution/ (abre em nova aba) · 🔍 ⚠️ fonte jornalística de diáspora armênia, não catalogada em
↩docs/FONTES.md— paráfrase, sem citação literal.USCIRF, "Sivas Massacre and Turkey's Persecution of the Alevi Community". https://www.uscirf.gov/news-room/uscirf-spotlight/sivas-massacre-and-turkeys-persecution-alevi-community (abre em nova aba) · 🟢 órgão do governo americano, com atribuição.
↩Fontes convergentes sobre o massacre de Sivas, não catalogadas em
↩docs/FONTES.md. 🔍 ⚠️ — paráfrase, sem citação literal.Foreign Policy Research Institute, "Primer on the Alawites in Syria" (dezembro de 2016). https://www.fpri.org/article/2016/12/primer-alawites-syria/ (abre em nova aba) · 🟡 think tank de política externa dos EUA, não catalogado em
↩docs/FONTES.md.Cole, Juan, "Iran's Support for Syria Pragmatic, not Religious (or, Who are the Alawites?)". https://www.juancole.com/2015/08/secular-alawites-crescent.html (abre em nova aba) · 🟡 blog de acadêmico estabelecido (professor de História, Universidade de Michigan), sem revisão por pares.
↩Fontes convergentes sobre a divisão entre os grupos de Qadian e de Lahore, em 1914, nenhuma lida por inteiro nesta apuração. 🔍 ⚠️ recomendamos fonte acadêmica única antes de nova publicação sobre o tema — paráfrase, sem citação literal.
↩Constituição do Paquistão, art. 260(3)(a)-(b), na redação da Constitution (Third Amendment) Order, 1985, em vigor desde 19 de março de 1985. http://www.pakistani.org/pakistan/constitution/part12.ch5.html (abre em nova aba) · 🟢 lida diretamente.
↩Paquistão, Ordinance XX de 1984, texto integral. http://nasirlawsite.com/laws/aiaqg.htm (abre em nova aba) · 🟢 arquivo jurídico paquistanês reproduzindo texto de lei; corroborado por 41.
↩UK Home Office, Country Policy and Information Note — Pakistan: Ahmadis, versão 4.0, março de 2019. https://www.justice.gov/file/997861/dl?inline= (abre em nova aba) · 🟢 fonte governamental estrangeira, com atribuição.
↩USCIRF, atualização de país sobre o Paquistão, setembro de 2025. https://www.uscirf.gov/sites/default/files/2025-09/2025%20Pakistan%20Country%20Update.pdf (abre em nova aba) · 🟢 órgão do governo americano, com atribuição.
↩Critical Asian Studies (Taylor & Francis), "State-backed discrimination against Shia Muslims in Malaysia" (2017), e Middle East Institute, "Malaysia and its Shi'a 'Problem'". https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/14672715.2017.1335848 (abre em nova aba) · https://mei.edu/publication/malaysia-and-its-shia-problem/ (abre em nova aba) · 🟢 periódico acadêmico revisado por pares e 🟡 think tank especializado.
↩IranWire, "Branded and Forgotten: The Islamic Republic's Double Standard for Sunnis". https://iranwire.com/en/religious-minorities/140251-branded-and-forgotten-the-islamic-republics-double-standard-for-sunnis/ (abre em nova aba) · 🟡 portal da diáspora iraniana, anti-regime, catalogado em
↩docs/FONTES.md.Washington Institute, "Sunnis in Iran: Protesting Against Decades of Discrimination and Repression". https://www.washingtoninstitute.org/policy-analysis/sunnis-iran-protesting-against-decades-discrimination-and-repression (abre em nova aba) · 🟡 think tank de Washington, linha considerada próxima de posições pró-Israel/anti-Irã pela literatura, não catalogado em
↩docs/FONTES.md.USCIRF, 2025 Iran Country Update (julho de 2025) e perfil de país 2026 sobre liberdade religiosa no Irã. https://www.uscirf.gov/sites/default/files/2025-07/2025%20Iran%20Country%20Update.pdf (abre em nova aba) · https://www.uscirf.gov/sites/default/files/2026%20Country%20Profiles/Iran%20-VL%20Country%20Profile.pdf (abre em nova aba) · 🟢 órgão do governo americano, com atribuição.
↩Human Rights Watch, "Denied Dignity: Systematic Discrimination and Hostility toward Saudi Shia Citizens" (3 de setembro de 2009). https://www.hrw.org/report/2009/09/03/denied-dignity/systematic-discrimination-and-hostility-toward-saudi-shia-citizens (abre em nova aba) · 🟢.
↩Human Rights Watch, "Anti-Shia Bias Driving Saudi Arabia Unrest" (24 de agosto de 2017). https://www.hrw.org/news/2017/08/24/anti-shia-bias-driving-saudi-arabia-unrest (abre em nova aba) · 🟢.
↩House of Commons Library, "Treatment of Ahmadi Muslims in Pakistan", research briefing CDP-2024-0061 (2024). https://researchbriefings.files.parliament.uk/documents/CDP-2024-0061/CDP-2024-0061.pdf (abre em nova aba) · 🟢 fonte parlamentar britânica, com atribuição.
↩IBGE, Censo Demográfico 2010 — Religião. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pesquisa/23/22107 (abre em nova aba) · 🟢.
↩ANBA, "População muçulmana cresce 29% no Brasil". https://anba.com.br/populacao-muculmana-cresce-29-no-brasil/ (abre em nova aba) · 🟢 catalogada em
↩docs/FONTES.md.IHU Online (Unisinos), "O Islã: representações de uma Religião Universal" — perfil de Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto. https://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/2700-paulo-gabriel-hilu-da-rocha-pinto (abre em nova aba) · 🟢 qualificação profissional verificada nesta apuração.
↩Pesquisa acadêmica de Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto sobre comunidades muçulmanas brasileiras, localizada via múltiplas fontes convergentes (SciELO, Revista USP, ABPN), nenhuma lida por inteiro nesta apuração. 🔍 ⚠️ recomendamos abrir ao menos um artigo primário do autor antes de nova publicação sobre o tema — paráfrase, sem citação literal.
↩Thaís Chaves Ferraz, "Encontrando pontes para o divino: halal, haram e as práticas alimentares em comunidades muçulmanas sunitas e xiitas do Rio de Janeiro", Religião & Sociedade, v. 42, n. 2, maio–agosto de 2022, dossiê “Comida e Sagrado”, DOI 10.1590/0100-85872022v42n2cap04. https://doi.org/10.1590/0100-85872022v42n2cap04 (abre em nova aba) · 🟢 periódico brasileiro revisado por pares, acesso aberto na SciELO — resumo lido diretamente em 10 de setembro de 2026, que descreve um estudo qualitativo de experiências alimentares entre muçulmanos xiitas e sunitas do Rio de Janeiro. ⚠️ Escopo estrito: o corpo do artigo não foi lido; a nota sustenta apenas o caráter qualitativo e localizado da pesquisa brasileira sobre o tema. Localizado pelo título no Crossref e lido na fonte aberta; a página do ResearchGate está atrás de verificação antibot, que não contornamos.
↩Encyclopaedia Iranica, "ḠADĪR ḴOMM", vol. X, fasc. 3, pp. 246-249, publicado em 15 de dezembro de 2000, atualizado em 29 de maio de 2013. https://iranicaonline.org/articles/gadir-kom (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente.
↩Brunner, Rainer, "SHIʿITE DOCTRINE ii. Hierarchy in the Imamiyya", Encyclopaedia Iranica, publicado em 1º de outubro de 2010, atualizado em 14 de janeiro de 2013. https://iranicaonline.org/articles/shiite-doctrine-ii (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente.
↩Litvak, Meir, "KARBALA", Encyclopaedia Iranica, vol. XV, fasc. 5, pp. 550-556, publicado em 15 de dezembro de 2010, atualizado em 1º de novembro de 2012. https://iranicaonline.org/articles/karbala (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente. Qualificação profissional do autor não verificada nesta apuração; citado apenas como verbete assinado.
↩Encyclopaedia Iranica, "ISMAʿILISM", vol. XIV, fasc. 2, pp. 172-195, publicado em 15 de dezembro de 2007, atualizado em 5 de abril de 2012. https://iranicaonline.org/articles/ismailism (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente. Entrada do tipo headword, sem autor único assinado.
↩Bar-Asher, Meir Michael, "NOṢAYRIS", Encyclopaedia Iranica, publicado em 20 de julho de 2003, atualizado em 7 de dezembro de 2012. https://iranicaonline.org/articles/nosayris (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente. O verbete não trata da relação entre a comunidade alauíta e o regime sírio; não extraímos desta fonte nada sobre essa relação — o que afirmamos a respeito dela, no corpo do texto, vem de outras fontes, citadas à parte.
↩Alcorão 5:55, 5:51 e 5:56, tradução de Helmi Nasr, via api.quran.com (translation id 103). https://api.quran.com/api/v4/quran/translations/103?verse_key=5:55 (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente nesta revisão, como cotejo obrigatório para versículo disputado (
↩docs/FONTES.md§7). Publicada com o apoio da Liga Islâmica Mundial, com sede na Arábia Saudita.ECHR/HUDOC, ficha do processo, Cumhuriyetçi Eğitim ve Kültür Merkezi Vakfı v. Turkey, aplicação 32093/10, julgamento de 2 de dezembro de 2014, campo "conclusion". https://hudoc.echr.coe.int/eng?i=001-177919 (abre em nova aba) · 🟢 lido nesta revisão, via complemento de apuração — confirma uma única constatação combinada: violação do artigo 14 em conjunto com o artigo 9.
↩Algar, Hamid, "KHOMEINI i. Life", Encyclopaedia Iranica, publicado em 14 de dezembro de 2020. https://iranicaonline.org/articles/khomeini-i (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente; verbete assinado.
↩Aga Khan Development Network, "Our Chair". https://www.akdn.org/our-chair (abre em nova aba) · 🟢 lido diretamente; fonte institucional.
↩TDV İslâm Ansiklopedisi, "KĀDİYÂNÎLİK", Ethem Ruhi Fığlalı, vol. 24 (2001), pp. 137-139. https://islamansiklopedisi.org.tr/kadiyanilik (abre em nova aba) · 🟢 verbete assinado — registra Hakîm Nûreddin como "primeiro califa do Messias", sua morte em 13 de março de 1914, a sucessão de Mirza Beşîrüddin Mahmud Ahmed em Qadian, a saída do grupo de Mevlânâ Muhammed Ali para Lahore, o grupo de Lahore como menor e a decisão do Parlamento paquistanês de 7 de setembro de 1974. Lida diretamente em 23 de setembro de 2026.
↩Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, comunicado de imprensa ECHR 355 (2014), "Denying the Alevi community exemption from electricity bills - granted to places of worship - was discriminatory", 2 de dezembro de 2014. https://hudoc.echr.coe.int/app/conversion/pdf/?library=ECHR&id=003-4952135-6065927&filename=003-4952135-6065927.pdf (abre em nova aba) · 🟢 documento oficial do tribunal — Cumhuriyetçi Eğitim ve Kültür Merkezi Vakfı v. Turquia: violação, por unanimidade, do artigo 14 combinado com o artigo 9, pela recusa de isentar a cemevi de Yenibosna da conta de luz paga pelo Estado aos locais de culto. Lida diretamente em 23 de setembro de 2026.
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